No momento em que Joe saiu bufando da caverna, eu me encostei na parede e me sentei abraçando minha própria perna chorando feito uma criança. Todas as coisas que ele disse foram me passando pela cabeça, e o pensamento de estar sozinha a partir de agora me fez chorar ainda mais alto. O que eu faria agora? Não faço ideia.
Estava com a cabeça baixa, quando ouvi um barulho fora da caverna, rapidamente minhas esperanças voltaram, eu enxuguei as lágrimas que escorriam pela minha bochecha e me levantei, quando vi uma sombra lá fora.
Demi: Joe! - Gritei andando em direção à saída da caverna, já sorrindo um pouco por ele ter voltado.
E foi aí que eu errei. Assim que eu gritei, me arrependi e minha expressão mudou de felicidade para terror. Um guarda sorria olhando pra mim na saída da caverna, estava armado e parecia bravo e feliz ao mesmo tempo por ter me encontrado.
Guarda: Achou que iria escapar princesa? Cade o seu amiguinho? - Ele perguntou fazendo biquinho e eu percebi que era um dos guardas que tinha apanhado do Joe.
Demi: Não ouse tocar em mim. - Eu disse autoritária quando vi que ele se aproximava.
Guarda: Me desculpe queridinha, mas não é mais você que manda aqui. - Ele disse avançando mais rapido pra mim. Mas em um movimento rápido eu desviei e saí correndo pra fora da caverna deixando tudo para trás. Logo que eu saí, outro guarda estava lá fora e me agarrou de um jeito que eu não consegui escapar mesmo me debatendo. É isso, acabou. Parei de me debater quando percebi que não adiantaria. O guarda que estava dentro da caverna veio por trás e amarrou minhas mãos.
Guarda: Isso é pra garantir, mas sei que a alteza vai ser bem boazinha. - Ele sorriu sinico e eu o olhei com raiva. Então ele segurou meu rosto e amarrou um pedaço de pano na minha boca. Eu mexia meu rosto pra todos os lados, tentando impedir, mas não consegui. - Agora fica quietinha princesa, logo vamos chegar.
Dizendo isso fomos andando por um caminho que eu não conhecia. Na minha frente um guarda, e atrás o outro me empurrando. No caminho as lágrimas voltaram a escorrer.
Poucos minutos caminhando eu pude avistar a enorme entrada do castelo que não parecia ter mudado nada, pelo menos não por fora. Eu olhei para os lados, ainda com esperança de que o Joe estivesse nos seguindo ou qualquer outra coisa. Nada. Não sei porque eu ainda queria que ele voltasse pra mim. Ele foi viver sua vida, e eu não vou impedir isso.
Outros dois guardas abriram o portão e eu entrei como uma prisioneira, com os dois idiotas que me capturaram me segurando um por cada braço, me fazendo andar mais rápido. Provavelmente estavam ansiosos pra se gabar pro chefe que capturaram a princesa sumida. Dentro do castelo tudo estava destruído e algumas coisas queimadas. Quadros, sofás, mesas. O salão principal estava totalmente devastado. O tapete que antes era claro com detalhes vermlelhos, agora estava todo preto, queimado. Não haviam mais quadros na parede, os vasos de planta quebrados no chão e terra espalhada. Passamos rapidamente e entramos no enorme corredor que eu conhecia de olhos fechado. Na metade do corredor meu olhar foi diretamente pra porta aberta do quarto do Tio Kevin, onde eu vi Joe pela primeira vez. Estava vazio, e agora eu me perguntava se o Kevin estava bem, porque afinal ele que iria proteger minha mãe. Esses pensamentos foram arrancados de mim quando o guarda me puxou pelo braço para entrar em um salão, onde antes era a sala de armas antiga do meu pai. Estava bem diferente da ultima vez que vi. Haviam poucas espadas e facas penduradas na parede, alguns escudos e no fundo da sala uma poltrona. Esse lugar não me trazia boas lembranças.
~Flashback~
Patrick: Filha, me promete que você não vai sair do seu quarto?
Demi: Eu prometo papai. - Disse inocentemente.
Patrick: Eu te amo meu amor. - Ele beijou a testa da menina de 8 anos. Seus olhos lacrimejavam e a garota o abraçou pelo pescoço. Não fazia ideia do que estava acontecendo, mas coisa boa não era. O pai a deixou em sua cama sentada e se dirigiu até a porta, saindo e a fechando.
A garota ficou um tempo ali, mas se levantou e foi andando até a porta, a abriu e saiu do quarto. Desceu as escadas, estava tudo em silêncio até que se ouviu o primeiro estampido de longe. Ela se assustou mas continuou caminhando pelo extenso corredor. Ouviu a voz do seu pai e foi andando em direção à ela.
Patrick: Você é um covarde Martin, sempre foi.
Demetria entrou na sala de armas no momento em que o rei Martin apunhalou seu pai, com uma facada no peito, fazendo-o cair devagar no chão. A garota gritou chorando, chamando pelo pai. De repente Kevin apareceu e a tirou dali correndo.
~Flashback Off~
As lágrimas já escorriam pelos meus olhos novamente. Os guardas ainda me empurravam pelo salão até chegarmos à poltrona onde um homem de cabelos brancos e expressão sorridente, porém sombria, estava sentado me encarando.
Martin: Ora ora, olha quem decidiu se juntar à minha festa!
Continua...
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 15º Capítulo [Dedicado à Melanie Devonne]
Joe estava de pé, parado em minha frente. Eu, sentada e encolhida ainda acariciando meus pés machucados, confesso que até me assustei com a sua expressão.
Joe: Você acha mesmo Demi? Foi mesmo por pouco. - Ele disse irônico ainda com a expressão séria. - Mas não teria sido se você tivesse me obedecido! - Ele aumentou o tom de voz.
Eu fiquei o encarando por um tempo em silêncio mas depois tentei abrandar a situação.
Demi: Joe, respira, se acalma, nós conseguimos fugir. - Falei com um tom baixo e inocente.
Joe: Conseguimos, por pouco como você mesma disse. - Ele cerrou os punhos e eu me assustei.
Demi: Qual o seu problema? Porque está falando isso? - Perguntei agora com a voz mais firme. - E se você não tivesse me deixado sozinha, nada disso teria acontecido! - Retruquei brava.
Joe: Porque princesa, se você tivesse ficado aonde eu falei pra você ficar e não sair em hipótese alguma, nada disso teria acontecido, e agora nesse momento aqueles imbecis devem ter falado pra todos os outros que nos viram, e adivinha: estragou tudo que nós fizemos essas semanas. Eu te deixei lá, para tentar nos salvar, mas você infelizmente não levou a sério.Tudo pra nada, afinal parece que você não está levando nada disso a sério! - Ele ainda tinha o tom irônico e alto na voz, e agora gesticulava muito e se aproximou um pouco de mim.
Brava eu me levantei.
Demi: Como você pode dizer que eu não estou levando isso a sério Joseph? Você acha que eu estou me divertindo aqui com você, enquanto meu reino é tomado pelo assassino do meu pai, não se tem notícias da minha mãe, e eu provavelmente serei morta caso me encontrem! Você acha que eu estou adorando tudo, e que todas as noites que chorei foram só pra me fazer de coitada né? Você acha que eu sou inocente, e não faço ideia do que está acontecendo a minha volta?! - De pé na frente dele, eu levantei o tom autoritário como ele tinha feito, e meu dedo indicador agora estava apontando pra ele.
Ele ficou me encarando ainda sério e irritado.
Joe: Sinceramente, eu acho. De quem foi a brilhante ideia de dar uma voltinha, só pra saber como está a ilha? Você achou o que? Que íamos sair por ai, não encontrar ninguém e tudo ficaria bem, você voltaria pro seu castelo e viveria a sua vida perfeita?! - Ele agora gritava na minha cara.
Demi: Abaixa esse tom de voz Joseph. - Eu falei mais baixo.
Joe: Ah é me desculpe, esqueci que você é a Princesa Demetria! - Ele disse irônico novamente e eu não me controlei, as lágrimas começaram a sair enquanto eu falava.
Demi: Então você acha que a minha vida é perfeita? Tenta passar 18 anos preso em um castelo, onde tudo o que você faz é vigiado, você tem que ser certinho o tempo todo e sorrir pra tudo e pra todos. Tenta ficar no mesmo lugar, olhar para as mesmas caras, sem ninguém que realmente te ouça e te console nos momentos difíceis. Tenta ver o seu próprio pai... Ser cruelmente morto na sua frente. - Eu parei de falar, enxuguei as lágrimas e continuei encarando o Joseph do mesmo modo como antes. Ele ficou sem palavras pra responder. Provavelmente não soube exatamente como ocorreu a morte do meu pai.
Joe: Eu... - Eu o interrompi entre minhas lágrimas.
Demi: E sabe o que mais Joseph? De perfeita a minha vida não tem nada. Eu sempre sonhei em ser uma adolescente comum, ter amigos da minha idade, ir pra escola e rir de verdade. Todos os anos surge uma nova ameaça naquele castelo. E agora que eu completei 18 anos eu tenho que me casar e não tenho escolha. Eu sempre sonhei em uma vez na minha vida me sentir livre. Poder fazer minhas próprias decisões. Então não posso diazer que eu não aproveitei esse tempo que passamos aqui, porque eu aproveitei sim. Eu aproveitei a liberdade e o sentimento de ter um amigo. Mas parece que você não percebe não é? Você não enxerga o quanto isso tudo que você disse me machucou.
Parei de falar e respirei fundo.
Demi: Agora, se é assim que você pensa, se é a sua vida de volta que você quer, vai. Saia agora dessa caverna e corre atrás da sua vida. Eu sou a princesa perfeita não sou? Eu vou me virar e tudo vai acabar num final feliz. Mas acontece que a vida não é como nos filmes e nos contos de fadas.
Fiquei encarando ele por uns segundos. Ele fechou a cara e para a minha surpresa, se virou, pegou sua mochila no chão e foi caminhando até a saída da caverna.
Fiquei parada incrédula olhando para o lugar onde antes ele estava. As lágrimas ainda caiam pelo meu rosto descontroladamente. Eu me sentei encostada na parede da caverna e fiquei chorando.
~Narrado pelo Joe~
Assim que saí daquela caverna, caminhei um pouco, mas me arrependi de ter saído, e de ter dito tudo o que eu disse pra ela. Eu estava com a cabeça quente, mas Demi não merecia isso. Eu sei como a vida dela tem sido difícil, mas naquele momento eu só pensava em como ela quase tinha estragado tudo. Mas isso não importa. Rapidamente dei meia-volta e fui correndo em direção à caverna. Em dois minutos eu estava lá. E para minha surpresa, a Demi não estava.
------------------------------------------------------------------
Ta aí um capítulo tenso hahaha
Desculpem a demora, mas a notícia boa é que amanhã faço minha última prova e LIBERDADE!
E vem feriado por aí, então vou poder postar se eu não viajar ;)
Beijosssss
Amo vocês!
sábado, 10 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 14º Capítulo [Dedicado à Jéssie]
Depois
que o convenci de sair da caverna, nós seguimos silenciosamente pela
montanha rochosa. Já que era bem desnivelado, muitas vezes eu tive que
me segurar no Joe para não rolar morro abaixo. Por enquanto estava tudo
bem. Quem guiava o caminho era ele, e andava como se soubesse
exatamente onde ir. Seguia na minha frente e não falava nada.
Provavelmente estava preocupado que alguém ouvisse.
Demi: Joe?
Joe: O que?
Demi: Aonde vamos?
Joe: Ué, estamos dando uma olhada por aqui, não é isso que você queria?
Demi: É... mas nós vamos até o castelo?
Joe: Não, é muito perigoso. No maximo vamos vê-lo de longe.
Passamos das rochas para uma pequena floresta que havia no caminho entre o castelo e a cidade, e foi aí que vimos os primeiros guardas.
Demi: Joe?
Joe: O que?
Demi: Aonde vamos?
Joe: Ué, estamos dando uma olhada por aqui, não é isso que você queria?
Demi: É... mas nós vamos até o castelo?
Joe: Não, é muito perigoso. No maximo vamos vê-lo de longe.
Passamos das rochas para uma pequena floresta que havia no caminho entre o castelo e a cidade, e foi aí que vimos os primeiros guardas.
Joe: Abaixa! - Sussurrou com desespero e eu me abaixei com ele e ficamos atrás de um arbusto alto. Os guardas usavam uniforme e estavam armados com suas lanças e um escudo, parados um ao lado do outro. Eram três e estavam com olhares fixos em direções diferentes. Nenhum deles olhava diretamente para onde estávamos. Joe ficou os encarando apreensivo e depois olhou pra mim.
Demi: E agora? - Sussurrei.
Joe: E agora a gente espera, porque se um de nós nos mexermos eles vão ver.
Ficamos um pouco parados ali, sem fazer nada, até que Joe se irritou.
Joe: Não se mexe, fica ai e não sai de jeito nenhum. - Dizendo isso ele se levantou e se enfiou no meio do mato.
Fiquei ali abaixada olhando para os três guardas que ainda estavam parados na mesma posição. Não sei onde Joe se meteu, mas espero que não aconteça nada com ele. De repente eu ouço um estrondo e olho rapidamente pro lugar de onde veio, e os guardas fazem o mesmo e saem correndo na direção do barulho. Espero que Joe saiba o que ele está fazendo. Continuei no mesmo lugar do jeito que ele me pediu mas comecei a ficar apreensiva e nervosa. Se foi ele quem fez aquele barulho só pra atrair os guardas, ele tem que ser rapido o suficiente pra correr deles. Comecei a ficar preocupada com a demora dele e nenhum sinal dos guardas também. Me levantei rápido e olhei em volta. Nada, nem um simples ruído. Eu sempre odiei ficar sozinha, e acho que isso explica o meu pesadelo de três semanas atrás. E agora ali, no meio da floresta, não fazia ideia de como voltar, ou pra onde ir, se Joe não voltasse eu não saberia o que fazer. Presa nos meus pensamentos e assustada pela situação algo me acordou do meu transe.XXX: OLHA ELA ALI!
Olhei pro lado e um dos guardas havia voltado e já que eu estava de pé, ele me viu. Merda. Minha única reação foi sair correndo pra qualquer lado. Meu desespero tomava conta de mim e eu corria e chorava ao mesmo tempo. Quase cai várias vezes e meu pé já estava todo machucado e arranhado, já que eu usava uma sandália, e não era boa pra correr. Eu ouvia os passos atrás de mim mas não ousei olhar pra trás. Continuava correndo pro meio do nada. Não fazia ideia de onde eu iria parar, mas também não iria me entregar. Depois de tanto tempo me escondendo, não deixaria que me levassem assim tão facilmente. Mas com o tempo correndo, meu corpo começou a se cansar, as lágrimas ainda caiam do meu rosto e eu gritava. Então parei quando me dei de frente com outro guarda que me segurou pelos braços.
Guarda: Ora ora, peguei você mocinha.
Eu comecei a me debater, tentando me soltar das mãos dele porém ele me segurava com força e sorria vitorioso. Outro guarda surgiu atrás de nós e sorriu também ao me ver ali, presa e indefesa. É isso, todo esse tempo me escondendo pra acabar aqui. Quando eu já tinha perdido as esperanças, o guarda que estava me segurando tomou uma pancada na cabeça e me soltou pra colocar as mãos na cabeça. Quando ele se abaixou eu vi o Joe com um pedaço enorme de madeira nas mãos, ele não parecia nada amigável, totalmente ao contrário, estava esfumaçado de raiva. Enquanto um guarda gritava com as mãos na cabeça, o outro estava em choque olhando a situação mas depois pegou seu escudo e a lança e avançou contra o Joe. Eu me afastei um pouco e fiquei assistindo morrendo de preocupação e querendo me meter no meio. Mas parecia que Joe estava com tudo sob controle. Quando o guarda avançou nele, Joe virou e lhe deu uma pancada nas costas, o barulho foi tão alto que até eu senti a dor. O guarda caiu no chão gemendo de dor, mas o outro tinha se recuperado da pancada na cabeça.
Demi: JOE CUIDADO! - Eu gritei avisando que o outro guarda estava indo em sua direção, mas Joe foi mais rápido, se abaixou desviando do golpe e dessa vez deu uma pancada com o pedaço de madeira no calcanhar do guarda, fazendo-o cair.
Eu olhava tudo aquilo e parecia um filme de ação, as lágrimas pararam de escorrer, mas eu ainda estava com medo. Joe largou a madeira no chão e veio correndo em minha direção. Sem falar nada pegou o meu braço e me puxou, correndo pro lado oposto dos guardas. Eu o segui, mas meus pés doíam muito então fui cambaleando. Mas ele não pareceu perceber porque não parou em hipótese nenhuma. Continuava me puxando até que chegamos à caverna. Eu respirei fundo e me sentei num canto. Tirei a sandália e acariciei os meus pés que estavam todos machucados. Joe também respirava e andava de um lado pro outro na caverna inquieto. Percebi que seu rosto estava um pouco ferido do lado direito.
Demi: Essa foi por pouco. - Resolvi quebrar o silêncio, mas percebi que não tinha sido uma boa ideia. Joe me olhou de um jeito que até me assustou...
Continua...
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 13º Capítulo (Dedicado à Lycia Evely) + Divulgação
No meu pesadelo eu estava sozinha, em uma sala escura, sentada em uma cadeira. Abri os olhos de repente e olhei em volta procurando por alguém. De repente ouço uma voz atrás de mim.
XXX: Achei a princesinha perdida!
Eu virei a cabeça e vi a imagem do rei Martin com um sorriso maligno estampado no rosto. Tentei me levantar, mas percebi que estava presa à cadeira com algumas cordas. Olhei pra trás novamente e ele não estava mais lá. Comecei a gritar por socorro. Outra voz chamou minha atenção.
XXX: Corre Demetria!
Olhei rapidamente reconhecendo a voz da minha mãe. Ela desapareceu no mesmo instante. O desespero começou a tomar conta de mim.
XXX: Onde quer que esteja, a encontrarei, e terá o mesmo fim que seu querido paizinho. E quem sabe a mãezinha também.
Novamente a voz do Martin, olhei e ele estava com minha mãe no colo desmaiada. Comecei a gritar por ajuda, pela minha mãe. Lágrimas escorreram pelo meu rosto. Então eles também desapareceram. Eu me debatia na cadeira, tentando sair dali.
XXX: Você está sozinha agora. - Outra voz conhecida.
Me virei e dei de cara com Joe que sorria, e para minha surpresa segurava na mão da namorada que também sorria sínica para mim.
Demi: Joe! Por favor! Me tira daqui Joe! - Eu suplicava chorando.
Joe: Você está sozinha agora. - Ele repetiu, se virou e saiu andando com Taylor ao seu lado.
Então eu acordei desesperada, chorando, com um pulo me sentei e abracei meus joelhos. Joe tomou um susto do meu lado e se sentou rapido também.
Joe: Demi? O que houve? - Ele perguntou se arrastando até onde eu estava e colocando a mão no meu ombro. Eu não levantei o rosto pra olhar pra ele. Continuei comprimindo meu rosto nos braços, encolhida e chorando alto.
Ele passou um dos braços pelas minhas costas e ficou ali, sem insistir em saber o que houve, só ao meu lado esperando. Depois de um tempo eu limpei as lágrimas, levantei o rosto e coloquei meu cabelo pro lado respirando fundo.
Demi: Joe? - Falei bem baixo, com a voz rouca ainda sem olhar pra ele, mas sentindo seu olhar em mim. - Você não vai me deixar né?
Ele ficou um tempo em silêncio, provavelmente não esperava essa pergunta.
Joe: O que? Por que está perguntando isso? - Ele perguntou tirando uma mecha de cabelo do meu rosto e colocando atrás da orelha. - Ei princesa... - Ele levantou meu rosto com o dedo indicador, fazendo com que eu o olhasse. - Você não vai se livrar de mim facilmente. Eu estou aqui pra te proteger, e vou fazer isso até que você me diga pra ir embora. - Ele sorriu e eu também dei um meio sorriso e depois desviei o olhar.
Demi: Obrigada. Mesmo. - Meu olhar ficou meio distante.
Joe: O que foi?
Demi: Eu fico me perguntando... Você acha que a gente deveria ir ver o que está acontecendo no castelo?
Joe: Péssima ideia... É isso que eles querem que a gente faça. Temos que esperar mais um tempo.
Ficamos mais um tempo em silêncio até ele perceber que ainda estava me abraçando então tirou o braço lentamente das minhas costas e se afastou um pouco se deitando novamente.
Joe: Dorme um pouco princesa, eu estou aqui qualquer coisa.
Eu sorri e concordei. Agora fui dormir mais tranquila.
-------------- Três semanas depois ----------------
Eu estava sentada no tapete que compramos na cidade da última vez que fomos, fazia mais ou menos uma semana, lendo o jornal que Joe conseguiu no dia anterior. Abri a página principal e achei a pequena notícia sobre Polisséia e comecei a ler.
"E o mistério continua. Temo que o reino de Polisséia esteja passando por uma fase de trevas novamente. A princesa ainda está desaparecida, boatos dizem que está morta. A rainha não foi mais vista desde o pedido de casamento absurdo do novo soberano do reino, Martin. E pelo que parece, nada mais funciona no castelo. Muitas pessoas foram vistas saindo de lá insatisfeitas com o tratamento que recebiam do 'novo chefe'. A cidade e a ilha inteira estão cercadas pelos guardas de Martin, que ainda buscam pela princesa."
Terminei de ler e Joe entrou na caverna carregando sua mochila. Sorriu pra mim. Ele estava com um cabelo comprido pelo tempo que estávamos na caverna. Usava roupas que tinha comprado na cidade e um óculos escuro.
Joe: Bom dia! Já dei a vizualizada de hoje, e aqueles imbecis não estão por aqui.
Demi: De acordo com o jornal eles estão em todos os lugares da ilha. - Eu disse apontando pra reportagem.
Joe: Ah... Você leu isso?
Demi: Sim eu li, encontrei embaixo do seu cobertor. - Dei um sorriso falso como se estivesse brava por ele ter escondido isso de mim. Mas não estava, eu sei que ele fazia isso porque se preocupava com a minha reação.
Eu e Joe tinhamos nos aproximado muito nessas últimas semanas. Só fomos mais três vezes até a cidade, e ele só foi atrás da Taylor duas vezes. E ele não falava mais tanto sobre ela, na verdade nem tocava no seu nome. Nós tinhamos criado uma boa amizade e agora conversávamos sobre tudo que vinha em nossas mentes. Ele se abria pra mim e eu pra ele. Nas noites em que eu chorei por preocupação e saudades da minha mãe ele ficava ao meu lado e dizia coisas reconfortantes. Eu agradecia todas as noites por ter ele comigo nesse momento difícil.
Joe: Bom, me desculpe mocinha, mas eu tinha certeza de que se você lesse isso, iria querer ir até o castelo, e isso não vai acontecer...
Demi: Eu sei. - O interrompi.
Joe: Sabe? - Ele perguntou surpreso.
Demi: Sei. Mas eu quero fazer uma coisa hoje. - Eu sorri como uma criança.
Ele veio em minha direção e se sentou ao meu lado.
Joe: E o que seria princesa?
Demi: Quero dar uma volta por aí, quero pelo menos saber se essa ilha está um caos como dizem os jornais.
Joe: Demi... - Ele me repreendeu.
Demi: Por favor... - Fiz um bico e juntei minhas mãos como se implorasse.
Ele ficou um tempo em silêncio, pensativo. Mas depois cedeu.
Joe: Ta... Mas vamos rápido e voltamos mais rápido.
Demi: Oba! - Eu pulei e o abracei e depois me levantei pronta pra sair.
Ele se levantou sorrindo e foi em direção à saída da caverna.
Joe: Espero que eu não me arrependa disso.
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DIVULGAÇÃO:
http://acervo-de-livros.blogspot.com.br/
É um blog pra quem gosta de ler! Mas quem não gosta dá uma olhada também porque vale a pena! É muito bom! :)
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Bom meninas, eu disse que talvez não desse pra postar essa semana por causa das minhas provas, mas eu escapei um pouco dos estudos e consegui vir aqui postar hoje ;)
Eu sei que tá meio curto, mas amanhã eu tento postar mais!
Beijos lindas!
Amo muito vocês e seus comentários!
XXX: Achei a princesinha perdida!
Eu virei a cabeça e vi a imagem do rei Martin com um sorriso maligno estampado no rosto. Tentei me levantar, mas percebi que estava presa à cadeira com algumas cordas. Olhei pra trás novamente e ele não estava mais lá. Comecei a gritar por socorro. Outra voz chamou minha atenção.
XXX: Corre Demetria!
Olhei rapidamente reconhecendo a voz da minha mãe. Ela desapareceu no mesmo instante. O desespero começou a tomar conta de mim.
XXX: Onde quer que esteja, a encontrarei, e terá o mesmo fim que seu querido paizinho. E quem sabe a mãezinha também.
Novamente a voz do Martin, olhei e ele estava com minha mãe no colo desmaiada. Comecei a gritar por ajuda, pela minha mãe. Lágrimas escorreram pelo meu rosto. Então eles também desapareceram. Eu me debatia na cadeira, tentando sair dali.
XXX: Você está sozinha agora. - Outra voz conhecida.
Me virei e dei de cara com Joe que sorria, e para minha surpresa segurava na mão da namorada que também sorria sínica para mim.
Demi: Joe! Por favor! Me tira daqui Joe! - Eu suplicava chorando.
Joe: Você está sozinha agora. - Ele repetiu, se virou e saiu andando com Taylor ao seu lado.
Então eu acordei desesperada, chorando, com um pulo me sentei e abracei meus joelhos. Joe tomou um susto do meu lado e se sentou rapido também.
Joe: Demi? O que houve? - Ele perguntou se arrastando até onde eu estava e colocando a mão no meu ombro. Eu não levantei o rosto pra olhar pra ele. Continuei comprimindo meu rosto nos braços, encolhida e chorando alto.
Ele passou um dos braços pelas minhas costas e ficou ali, sem insistir em saber o que houve, só ao meu lado esperando. Depois de um tempo eu limpei as lágrimas, levantei o rosto e coloquei meu cabelo pro lado respirando fundo.
Demi: Joe? - Falei bem baixo, com a voz rouca ainda sem olhar pra ele, mas sentindo seu olhar em mim. - Você não vai me deixar né?
Ele ficou um tempo em silêncio, provavelmente não esperava essa pergunta.
Joe: O que? Por que está perguntando isso? - Ele perguntou tirando uma mecha de cabelo do meu rosto e colocando atrás da orelha. - Ei princesa... - Ele levantou meu rosto com o dedo indicador, fazendo com que eu o olhasse. - Você não vai se livrar de mim facilmente. Eu estou aqui pra te proteger, e vou fazer isso até que você me diga pra ir embora. - Ele sorriu e eu também dei um meio sorriso e depois desviei o olhar.
Demi: Obrigada. Mesmo. - Meu olhar ficou meio distante.
Joe: O que foi?
Demi: Eu fico me perguntando... Você acha que a gente deveria ir ver o que está acontecendo no castelo?
Joe: Péssima ideia... É isso que eles querem que a gente faça. Temos que esperar mais um tempo.
Ficamos mais um tempo em silêncio até ele perceber que ainda estava me abraçando então tirou o braço lentamente das minhas costas e se afastou um pouco se deitando novamente.
Joe: Dorme um pouco princesa, eu estou aqui qualquer coisa.
Eu sorri e concordei. Agora fui dormir mais tranquila.
-------------- Três semanas depois ----------------
Eu estava sentada no tapete que compramos na cidade da última vez que fomos, fazia mais ou menos uma semana, lendo o jornal que Joe conseguiu no dia anterior. Abri a página principal e achei a pequena notícia sobre Polisséia e comecei a ler.
Terminei de ler e Joe entrou na caverna carregando sua mochila. Sorriu pra mim. Ele estava com um cabelo comprido pelo tempo que estávamos na caverna. Usava roupas que tinha comprado na cidade e um óculos escuro.
Joe: Bom dia! Já dei a vizualizada de hoje, e aqueles imbecis não estão por aqui.
Demi: De acordo com o jornal eles estão em todos os lugares da ilha. - Eu disse apontando pra reportagem.
Joe: Ah... Você leu isso?
Demi: Sim eu li, encontrei embaixo do seu cobertor. - Dei um sorriso falso como se estivesse brava por ele ter escondido isso de mim. Mas não estava, eu sei que ele fazia isso porque se preocupava com a minha reação.
Eu e Joe tinhamos nos aproximado muito nessas últimas semanas. Só fomos mais três vezes até a cidade, e ele só foi atrás da Taylor duas vezes. E ele não falava mais tanto sobre ela, na verdade nem tocava no seu nome. Nós tinhamos criado uma boa amizade e agora conversávamos sobre tudo que vinha em nossas mentes. Ele se abria pra mim e eu pra ele. Nas noites em que eu chorei por preocupação e saudades da minha mãe ele ficava ao meu lado e dizia coisas reconfortantes. Eu agradecia todas as noites por ter ele comigo nesse momento difícil.
Joe: Bom, me desculpe mocinha, mas eu tinha certeza de que se você lesse isso, iria querer ir até o castelo, e isso não vai acontecer...
Demi: Eu sei. - O interrompi.
Joe: Sabe? - Ele perguntou surpreso.
Demi: Sei. Mas eu quero fazer uma coisa hoje. - Eu sorri como uma criança.
Ele veio em minha direção e se sentou ao meu lado.
Joe: E o que seria princesa?
Demi: Quero dar uma volta por aí, quero pelo menos saber se essa ilha está um caos como dizem os jornais.
Joe: Demi... - Ele me repreendeu.
Demi: Por favor... - Fiz um bico e juntei minhas mãos como se implorasse.
Ele ficou um tempo em silêncio, pensativo. Mas depois cedeu.
Joe: Ta... Mas vamos rápido e voltamos mais rápido.
Demi: Oba! - Eu pulei e o abracei e depois me levantei pronta pra sair.
Ele se levantou sorrindo e foi em direção à saída da caverna.
Joe: Espero que eu não me arrependa disso.
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É um blog pra quem gosta de ler! Mas quem não gosta dá uma olhada também porque vale a pena! É muito bom! :)
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Bom meninas, eu disse que talvez não desse pra postar essa semana por causa das minhas provas, mas eu escapei um pouco dos estudos e consegui vir aqui postar hoje ;)
Eu sei que tá meio curto, mas amanhã eu tento postar mais!
Beijos lindas!
Amo muito vocês e seus comentários!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 12º Capítulo [Dedicado à alessandrademi]
Joe: Como assim? - Ele se fez de desentendido e isso me irritou.
Demi: Você sabe o que eu quis dizer. Nós estamos aqui por um motivo que não é comprar coisas pra sobreviver, e você vai me dizer qual é.
Ele respirou fundo e olhou pra cima. Depois abaixou seu olhar para mim, que estava de braços cruzados o olhando esperando por uma resposta.
Joe: Tabom, eu estou atrás da minha namorada. Ontem quando eu falei dela, me bateu uma saudade, e já que tinhamos mesmo que vir aqui comprar coisas, eu pensei em ir atrás dela pra pelo menos avisá-la que estou vivo. Feliz agora?
Fiquei um tempo somente fitando os olhos dele cobertos pelo óculos escuro. Não sabia exatamente o que responder. Não sabia se o xingava por ter mentido pra mim e me trazido até aqui só pra ver a namorada, ou se me fazia de amiga e o apoiava indo com ele ver a garota. Acabei cedendo por culpa do meu coração mole, e fui com ele atrás da namorada. A coitada deve estar preocupada.
Enquanto isso...
Dianna: Você não vai encontrá-la Martin, e seu plano não vai suceder. - Ela estava sentada em uma cadeira no salão principal.
Martin: Minha querida, até parece que não me conhece. Eu consigo o que eu quiser. - Ele andava de um lado para o outro na frente da Dianna. - E sua preciosa filhinha pode se esconder, mas eu vou encontrá-la, e assim que isso acontecer ela terá uma decisão à fazer, e caso seja uma menina má, terá o final igualzinho ao do pai. - Ele riu escandalosamente e Dianna se segurou para não voar no pescoço dele.
Dianna: Você não irá encontrá-la seu tirano sem coração.
Martin: Nossa, assim eu fico ofendido! - Ele respondeu irônico. - Minha querida rainha, meus homens estão em toda a ilha, e logo logo trarão a pequena princesa para mim e se isso não acontecer, eu faço com que ela venha por vontade própria. - Ele se aproximou tanto do rosto da Dianna e ela simplesmente cuspiu nele.
Martin recuou rápido e limpou o rosto.
Martin: É melhor você criar um pouco de educação madame, ou então será igualmente tratada como seu querido segurança...
De volta à cidade...
Joe: É aqui! - Ele disse animado batendo na porta, onde sua namorada mora.
Esperamos um pouco e logo uma mulher loira e alta abriu a porta.
Mulher: Joseph! Que bom vê-lo! Anda muito sumido últimamente não? - Ela abraçou Joe e ele sorriu.
Joe: É, fui passar um tempo com o meu pai no trabalho dele e decidi passar aqui pra ver a Tay.
Mulher: Ah meu querido, ela não está aqui agora, foi até a praia com os outros garotos, quer que eu dê algum recado à ela?
Joe: Ah... - Ele disse um pouco desapontado. - Não precisa, eu vou ver se a encontro na praia, muito obrigada senhora Swift!
Sra Swift: Não foi nada Joe, volte sempre que puder! - Ela fechou a porta.
Demi: Me senti um completo fantasma agora. - Eu pensei alto e Joe riu.
Joe: A mãe da Taylor não é muito sociável, ainda mais com outras garotas que andam comigo. Acho que ela é mais ciumenta do que a minha própria namorada. - Ele riu e eu também.
Demi: Vamos pra praia então?
Joe: Você quer voltar pra caverna já?
Eu tive vontade de falar que sim, mas olhando pro rosto dele eu não consegui.
Demi: Vamos logo pra praia e depois quero almoçar, to morrendo de fome. - Fiz um bico e ele sorriu concordando.
Chegamos rápido na praia e Joe ficou olhando todos os lados procurando por sua namorada. Até que ele de repente sorriu e saiu correndo me deixando pra trás. Quando eu vi, ele estava mais à frente abraçando uma garota, ele a tirou do chão e a girou, como em filmes de romance. Parei de andar e fiquei observando de longe. A garota era bonita, loira e alta, tinha olhos azuis e usava um vestido. Estava tão feliz quanto o Joe por vê-lo e sorria de orelha a orelha.
Fiquei olhando de longe mesmo, Joe a beijou e eles ficaram conversando por alguns minutos, até que finalmente ele se lembrou que eu existia. Não vou dizer que estava com ciúmes, mas esses dois dias, eu tive toda a atenção dele pra mim, então tinha que me acostumar com a ideia de que ele tinha namorada. Ele veio caminhando até mim, puxando a menina pela mão. Pararam na minha frente.
Joe: Demi, essa é a minha namorada Taylor, e Tay essa é a Demi minha... Acompanhante.
Ouch, essa doeu. Nem amiga ele teve coragem de dizer. Acompanhante? Sério? Eu olhei pro Joe com uma cara de inconformada e ele percebeu, mas desviou o olhar pra sua querida namorada. Eu ignorei isso e sorri para a Taylor. Ela sorriu para mim mas depois já puxou assunto com Joe.
Taylor: Eai, como foi com o seu pai no trabalho?
Joe: Ah você sabe né, tive que trabalhar bastante, e ainda não posso voltar pra cá porque o velho não me liberou ainda, mas venho te ver de vez em quando. - Percebi na hora que Joe não falava pra ninguém qual era a verdadeira profissão do pai dele. Mas decidi não falar nada e me divertir com as mentiras.
Demi: É realmente um trabalho muito entediante né Joe?
Ele me olhou com raiva.
Taylor: Vocês se conhecem de onde?
Joe: A Demi é...
Demi: Sou nova na cidade. E o pai do Joe pediu pra ele me mostrar tudo, então estamos passando um bom tempo juntos. - Eu disse para provocar. O que eu estava fazendo? Essa não era eu...
Taylor me olhou com desgosto e abraçou Joe pela costela como se mostrasse que ele era dela. Patético.
Joe: É... é... eu acho que temos que ir né Demi, vamos almoçar e voltar a... ver a cidade e depois você vai pra casa.
Demi: Já que você quer, eu estava me divertindo com sua namorada, ela é bem legal! - Sorri para a Taylor e tentei ser o mais irônica possível. Ela não sorriu de volta, com certeza não gostou de mim.
Ela e Joe se despediram e depois eu e o Joe fomos almoçar em uma pequena lanchonete longe daquela praia.
Joe: Aquilo era realmente necessário?
Demi: O que? Sou sua acompanhante não sou? Não falei nada que fosse mentira, ao contrário de você né...
Joe: Não posso simplesmente falar que meu pai é guarda-costas da rainha e que eu estou protegendo a princesa do rei malvado. Iriam rir da minha cara.
Demi: É isso que você pensa? Pra mim você é o herói da história. - Eu o olhei nos olhos e ele sorriu.
Joe: Obrigado. E me desculpa pelo "acompanhante" é que a Tay é meio ciúmenta...
Demi: Percebi... - Eu dei uma risada.
Terminando o almoço tomamos o caminho de volta e chegamos à caverna com as coisas novas. Acomodamos tudo e ficamos conversando sobre tudo que houve em nossas vidas antes de nos conhecermos. Foi anoitecendo e deitamos sobre o chão agora com travesseiros e cobertas, estávamos evoluindo. Conversamos um pouco mais e logo adormecemos rápido. E então eu tive um pesadelo.
Demi: Você sabe o que eu quis dizer. Nós estamos aqui por um motivo que não é comprar coisas pra sobreviver, e você vai me dizer qual é.
Ele respirou fundo e olhou pra cima. Depois abaixou seu olhar para mim, que estava de braços cruzados o olhando esperando por uma resposta.
Joe: Tabom, eu estou atrás da minha namorada. Ontem quando eu falei dela, me bateu uma saudade, e já que tinhamos mesmo que vir aqui comprar coisas, eu pensei em ir atrás dela pra pelo menos avisá-la que estou vivo. Feliz agora?
Fiquei um tempo somente fitando os olhos dele cobertos pelo óculos escuro. Não sabia exatamente o que responder. Não sabia se o xingava por ter mentido pra mim e me trazido até aqui só pra ver a namorada, ou se me fazia de amiga e o apoiava indo com ele ver a garota. Acabei cedendo por culpa do meu coração mole, e fui com ele atrás da namorada. A coitada deve estar preocupada.
Enquanto isso...
Dianna: Você não vai encontrá-la Martin, e seu plano não vai suceder. - Ela estava sentada em uma cadeira no salão principal.
Martin: Minha querida, até parece que não me conhece. Eu consigo o que eu quiser. - Ele andava de um lado para o outro na frente da Dianna. - E sua preciosa filhinha pode se esconder, mas eu vou encontrá-la, e assim que isso acontecer ela terá uma decisão à fazer, e caso seja uma menina má, terá o final igualzinho ao do pai. - Ele riu escandalosamente e Dianna se segurou para não voar no pescoço dele.
Dianna: Você não irá encontrá-la seu tirano sem coração.
Martin: Nossa, assim eu fico ofendido! - Ele respondeu irônico. - Minha querida rainha, meus homens estão em toda a ilha, e logo logo trarão a pequena princesa para mim e se isso não acontecer, eu faço com que ela venha por vontade própria. - Ele se aproximou tanto do rosto da Dianna e ela simplesmente cuspiu nele.
Martin recuou rápido e limpou o rosto.
Martin: É melhor você criar um pouco de educação madame, ou então será igualmente tratada como seu querido segurança...
De volta à cidade...
Joe: É aqui! - Ele disse animado batendo na porta, onde sua namorada mora.
Esperamos um pouco e logo uma mulher loira e alta abriu a porta.
Mulher: Joseph! Que bom vê-lo! Anda muito sumido últimamente não? - Ela abraçou Joe e ele sorriu.
Joe: É, fui passar um tempo com o meu pai no trabalho dele e decidi passar aqui pra ver a Tay.
Mulher: Ah meu querido, ela não está aqui agora, foi até a praia com os outros garotos, quer que eu dê algum recado à ela?
Joe: Ah... - Ele disse um pouco desapontado. - Não precisa, eu vou ver se a encontro na praia, muito obrigada senhora Swift!
Sra Swift: Não foi nada Joe, volte sempre que puder! - Ela fechou a porta.
Demi: Me senti um completo fantasma agora. - Eu pensei alto e Joe riu.
Joe: A mãe da Taylor não é muito sociável, ainda mais com outras garotas que andam comigo. Acho que ela é mais ciumenta do que a minha própria namorada. - Ele riu e eu também.
Demi: Vamos pra praia então?
Joe: Você quer voltar pra caverna já?
Eu tive vontade de falar que sim, mas olhando pro rosto dele eu não consegui.
Demi: Vamos logo pra praia e depois quero almoçar, to morrendo de fome. - Fiz um bico e ele sorriu concordando.
Chegamos rápido na praia e Joe ficou olhando todos os lados procurando por sua namorada. Até que ele de repente sorriu e saiu correndo me deixando pra trás. Quando eu vi, ele estava mais à frente abraçando uma garota, ele a tirou do chão e a girou, como em filmes de romance. Parei de andar e fiquei observando de longe. A garota era bonita, loira e alta, tinha olhos azuis e usava um vestido. Estava tão feliz quanto o Joe por vê-lo e sorria de orelha a orelha.
Fiquei olhando de longe mesmo, Joe a beijou e eles ficaram conversando por alguns minutos, até que finalmente ele se lembrou que eu existia. Não vou dizer que estava com ciúmes, mas esses dois dias, eu tive toda a atenção dele pra mim, então tinha que me acostumar com a ideia de que ele tinha namorada. Ele veio caminhando até mim, puxando a menina pela mão. Pararam na minha frente.
Joe: Demi, essa é a minha namorada Taylor, e Tay essa é a Demi minha... Acompanhante.
Ouch, essa doeu. Nem amiga ele teve coragem de dizer. Acompanhante? Sério? Eu olhei pro Joe com uma cara de inconformada e ele percebeu, mas desviou o olhar pra sua querida namorada. Eu ignorei isso e sorri para a Taylor. Ela sorriu para mim mas depois já puxou assunto com Joe.
Taylor: Eai, como foi com o seu pai no trabalho?
Joe: Ah você sabe né, tive que trabalhar bastante, e ainda não posso voltar pra cá porque o velho não me liberou ainda, mas venho te ver de vez em quando. - Percebi na hora que Joe não falava pra ninguém qual era a verdadeira profissão do pai dele. Mas decidi não falar nada e me divertir com as mentiras.
Demi: É realmente um trabalho muito entediante né Joe?
Ele me olhou com raiva.
Taylor: Vocês se conhecem de onde?
Joe: A Demi é...
Demi: Sou nova na cidade. E o pai do Joe pediu pra ele me mostrar tudo, então estamos passando um bom tempo juntos. - Eu disse para provocar. O que eu estava fazendo? Essa não era eu...
Taylor me olhou com desgosto e abraçou Joe pela costela como se mostrasse que ele era dela. Patético.
Joe: É... é... eu acho que temos que ir né Demi, vamos almoçar e voltar a... ver a cidade e depois você vai pra casa.
Demi: Já que você quer, eu estava me divertindo com sua namorada, ela é bem legal! - Sorri para a Taylor e tentei ser o mais irônica possível. Ela não sorriu de volta, com certeza não gostou de mim.
Ela e Joe se despediram e depois eu e o Joe fomos almoçar em uma pequena lanchonete longe daquela praia.
Joe: Aquilo era realmente necessário?
Demi: O que? Sou sua acompanhante não sou? Não falei nada que fosse mentira, ao contrário de você né...
Joe: Não posso simplesmente falar que meu pai é guarda-costas da rainha e que eu estou protegendo a princesa do rei malvado. Iriam rir da minha cara.
Demi: É isso que você pensa? Pra mim você é o herói da história. - Eu o olhei nos olhos e ele sorriu.
Joe: Obrigado. E me desculpa pelo "acompanhante" é que a Tay é meio ciúmenta...
Demi: Percebi... - Eu dei uma risada.
Terminando o almoço tomamos o caminho de volta e chegamos à caverna com as coisas novas. Acomodamos tudo e ficamos conversando sobre tudo que houve em nossas vidas antes de nos conhecermos. Foi anoitecendo e deitamos sobre o chão agora com travesseiros e cobertas, estávamos evoluindo. Conversamos um pouco mais e logo adormecemos rápido. E então eu tive um pesadelo.
domingo, 4 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 11º Capítulo
Quando eu acordei no dia seguinte, Joe já não estava mais do meu lado.
Me levantei e coloquei a cabeça pra fora da caverna pra ver se ele estava por ali. E estava sentado na beira de umas pedras, olhando a paisagem. Fui andando em direção a ele e me sentei ao seu lado.
Demi: Bom dia... Aconteceu alguma coisa? - Perguntei ao perceber que ele estava muito sério e pensativo e nem olhou pro lado quando me sentei.
Joe: Bom dia. Não aconteceu nada. Vamos entrar, temos que pegar tudo pra ir logo. - Ele se levantou e sem olhar na minha cara foi andando em direção à caverna.
Demi: Pra onde vamos? - Me levantei e fui atrás dele.
Joe: Pra cidade.
Eu parei de andar.
Demi: Pra... cidade? O lugar onde você mora?
Joe: Esse mesmo. Precisamos ir pra lá.
Demi: Porque exatamente? Devem ter um monte de caras me procurando por lá. É um lugar muito previsível pra ir.
Joe: Nós vamos pra cidade hoje, pegamos o que precisamos e voltamos a noite.
Demi: Tabom então...
Ele estava muito estranho... Será que eu disse algo que não devia ontem?
Nós entramos na caverna, ele pegou a mochila, guardou o que tinha nela.
Demi: Você quer o seu casaco de volta? - Perguntei ao perceber que tinha dormido com isso.
Joe: Não, fica com ele por enquanto. Vai ficar frio mais tarde.
Saímos da caverna e começamos a caminhar pelas rochas. Eu quase caí várias vezes, mas chegamos rápido à praia que havia lá embaixo e fomos caminhando por toda a sua extensão, pois Joe disse que uma parte dela chegava à cidade.
Fomos em silêncio o caminho todo. Alguma coisa tinha deixado Joe desanimado. Mas quando fomos chegando mais perto ele começou a ficar mais inquieto.
Joe: Se abaixa! - Ele sussurrou de repente e se jogou na areia e eu fiz o mesmo. Ficamos atrás de uma rocha.
Demi: O que foi? - Sussurrei.
Joe: Tem alguns caras ali, não sei se são confiáveis.
Ficamos um pouco abaixados e então os caras passaram reto e não nos viram. Eles estavam uniformizados e armados com lanças, com certeza eram homens do rei Martin. Joe se levantou e me ajudou a levantar.
Joe: Bom, pelo menos já sabemos de quem devemos nos esconder.
Continuamos a caminhar e então logo chegamos na cidade. Eu fiquei um pouco impressionada com tudo aquilo, porque eu nunca tinha ido lá por toda a minha vida. Não fazia ideia de como era e como funcionava. Não era muito grande, mas tinha bastante gente por toda parte.
Demi: Uau! - Deixei escapar, olhando para todos os lados.
Joe: Não é nada demais...
Demi: Pra mim é. - Eu disse e fui andando cidade a dentro. Ele veio atrás de mim e segurou meu braço.
Joe: Princesa, precisamos ser discretos, uma menina de vestido de festa toda molhada com certeza vai chamar atenção e vão ver que você é a princesa.
Demi: E o que você quer que eu faça? Use uma máscara?
Joe: Pra sua sorte, ninguém aqui sabe como você é de aparência, inclusive eu não sabia, então é só trocar essas roupas e se parecer mais com... Uma adolescente normal.
Demi: E por acaso você tem outra roupa pra mim na sua mochila? - Perguntei irônica.
Joe: Não, mas eu tenho o dinheiro pra comprar a roupa. - Ele tirou uma carteira da mochila e sorriu.
Joe me mandou ficar escondida atrás de uma parede de uma lojinha qualquer para não chamar atenção, enquanto ele ia comprar alguma coisa pra eu vestir. Ele foi rápido e logo estava de volta.
Joe: Toma. Espero que esteja ao seu gosto. - Ele me entregou uma sacola e sorriu.
Demi: Vamos ver se você é bom em escolher presente de mulher. - Eu ri.
Ele me levou até uma tendinha que tinha perto da praia, onde tinha um banheiro. Entrei lá e coloquei a roupa que ele tinha comprado. Me senti uma pessoa completamente diferente vestindo aquilo. Depois de anos usando vestidos chiques e enormes escolhidos pela minha mãe, lá estava eu, com uma roupa bonita, mas normal e sem toda aquela pressão de ser princesa.
Eu sai da tenda e Joe ja me esperava, com roupas novas e um óculos escuro. Me entregou também um óculos.
Joe: Coloca isso, melhor ainda pra disfarçar.
Eu peguei e coloquei os óculos e então continuamos caminhando pela cidade.
Joe: Você ficou ótima com essa roupa. - Ele disse me olhando.
Demi: Obrigada, eu gostei bastante dela. - Eu respondi sorrindo e olhando o meu próprio corpo pra apreciar a roupa nova. - Quanto foi? Quando voltar tudo ao normal eu pago pra você.
Joe: Considere como um presente princesa. - Ele sorriu pra mim e continuamos caminhando.
Eu avistei uma tenda onde estavam vendendo lanternas, parei imediatamente mas vi que Joe continuou andando.
Demi: Ei! - Eu gritei e ele olhou pra trás e voltou. Percebi que ele estava muito desligado, e acho que eu sei o motivo.
Joe: Ah, lanterna, boa ideia! - Ele pegou o dinheiro na mochila, entregou para o vendedor e colocou a lanterna na mochila.
Continuamos caminhando, e durante esse "passeio" parei Joe várias vezes para comprar coisas necessárias como: comida, cobertas e pilhas carregadas para a lanterna. Ele caminhava com rumo, ou seja, sabia para onde estava indo, tinha um caminho traçado e eu sei onde ele quer chegar.
Demi: Joe, você não me trouxe até aqui só pra fazer compras né?
...
-----------------------------------------------------------------------------------
Hehe, até amanhã meninas ;)
Me levantei e coloquei a cabeça pra fora da caverna pra ver se ele estava por ali. E estava sentado na beira de umas pedras, olhando a paisagem. Fui andando em direção a ele e me sentei ao seu lado.
Demi: Bom dia... Aconteceu alguma coisa? - Perguntei ao perceber que ele estava muito sério e pensativo e nem olhou pro lado quando me sentei.
Joe: Bom dia. Não aconteceu nada. Vamos entrar, temos que pegar tudo pra ir logo. - Ele se levantou e sem olhar na minha cara foi andando em direção à caverna.
Demi: Pra onde vamos? - Me levantei e fui atrás dele.
Joe: Pra cidade.
Eu parei de andar.
Demi: Pra... cidade? O lugar onde você mora?
Joe: Esse mesmo. Precisamos ir pra lá.
Demi: Porque exatamente? Devem ter um monte de caras me procurando por lá. É um lugar muito previsível pra ir.
Joe: Nós vamos pra cidade hoje, pegamos o que precisamos e voltamos a noite.
Demi: Tabom então...
Ele estava muito estranho... Será que eu disse algo que não devia ontem?
Nós entramos na caverna, ele pegou a mochila, guardou o que tinha nela.
Demi: Você quer o seu casaco de volta? - Perguntei ao perceber que tinha dormido com isso.
Joe: Não, fica com ele por enquanto. Vai ficar frio mais tarde.
Saímos da caverna e começamos a caminhar pelas rochas. Eu quase caí várias vezes, mas chegamos rápido à praia que havia lá embaixo e fomos caminhando por toda a sua extensão, pois Joe disse que uma parte dela chegava à cidade.
Fomos em silêncio o caminho todo. Alguma coisa tinha deixado Joe desanimado. Mas quando fomos chegando mais perto ele começou a ficar mais inquieto.
Joe: Se abaixa! - Ele sussurrou de repente e se jogou na areia e eu fiz o mesmo. Ficamos atrás de uma rocha.
Demi: O que foi? - Sussurrei.
Joe: Tem alguns caras ali, não sei se são confiáveis.
Ficamos um pouco abaixados e então os caras passaram reto e não nos viram. Eles estavam uniformizados e armados com lanças, com certeza eram homens do rei Martin. Joe se levantou e me ajudou a levantar.
Joe: Bom, pelo menos já sabemos de quem devemos nos esconder.
Continuamos a caminhar e então logo chegamos na cidade. Eu fiquei um pouco impressionada com tudo aquilo, porque eu nunca tinha ido lá por toda a minha vida. Não fazia ideia de como era e como funcionava. Não era muito grande, mas tinha bastante gente por toda parte.
Demi: Uau! - Deixei escapar, olhando para todos os lados.
Joe: Não é nada demais...
Demi: Pra mim é. - Eu disse e fui andando cidade a dentro. Ele veio atrás de mim e segurou meu braço.
Joe: Princesa, precisamos ser discretos, uma menina de vestido de festa toda molhada com certeza vai chamar atenção e vão ver que você é a princesa.
Demi: E o que você quer que eu faça? Use uma máscara?
Joe: Pra sua sorte, ninguém aqui sabe como você é de aparência, inclusive eu não sabia, então é só trocar essas roupas e se parecer mais com... Uma adolescente normal.
Demi: E por acaso você tem outra roupa pra mim na sua mochila? - Perguntei irônica.
Joe: Não, mas eu tenho o dinheiro pra comprar a roupa. - Ele tirou uma carteira da mochila e sorriu.
Joe me mandou ficar escondida atrás de uma parede de uma lojinha qualquer para não chamar atenção, enquanto ele ia comprar alguma coisa pra eu vestir. Ele foi rápido e logo estava de volta.
Joe: Toma. Espero que esteja ao seu gosto. - Ele me entregou uma sacola e sorriu.
Demi: Vamos ver se você é bom em escolher presente de mulher. - Eu ri.
Ele me levou até uma tendinha que tinha perto da praia, onde tinha um banheiro. Entrei lá e coloquei a roupa que ele tinha comprado. Me senti uma pessoa completamente diferente vestindo aquilo. Depois de anos usando vestidos chiques e enormes escolhidos pela minha mãe, lá estava eu, com uma roupa bonita, mas normal e sem toda aquela pressão de ser princesa.
Eu sai da tenda e Joe ja me esperava, com roupas novas e um óculos escuro. Me entregou também um óculos.
Joe: Coloca isso, melhor ainda pra disfarçar.
Eu peguei e coloquei os óculos e então continuamos caminhando pela cidade.
Joe: Você ficou ótima com essa roupa. - Ele disse me olhando.
Demi: Obrigada, eu gostei bastante dela. - Eu respondi sorrindo e olhando o meu próprio corpo pra apreciar a roupa nova. - Quanto foi? Quando voltar tudo ao normal eu pago pra você.
Joe: Considere como um presente princesa. - Ele sorriu pra mim e continuamos caminhando.
Eu avistei uma tenda onde estavam vendendo lanternas, parei imediatamente mas vi que Joe continuou andando.
Demi: Ei! - Eu gritei e ele olhou pra trás e voltou. Percebi que ele estava muito desligado, e acho que eu sei o motivo.
Joe: Ah, lanterna, boa ideia! - Ele pegou o dinheiro na mochila, entregou para o vendedor e colocou a lanterna na mochila.
Continuamos caminhando, e durante esse "passeio" parei Joe várias vezes para comprar coisas necessárias como: comida, cobertas e pilhas carregadas para a lanterna. Ele caminhava com rumo, ou seja, sabia para onde estava indo, tinha um caminho traçado e eu sei onde ele quer chegar.
Demi: Joe, você não me trouxe até aqui só pra fazer compras né?
...
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Hehe, até amanhã meninas ;)
sábado, 3 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 10º Capítulo
Passamos
o resto da tarde dentro da caverna, somente conversando. Eu estava
sentada no chão, encostada na parede da caverna, ainda com o vestido
úmido que eu estava na festa. Ele estava do meu lado também encostado
na parede com as mesmas roupas da festa já secas. Nós conversávamos sem
olhar um no olho do outro. Fitando a parede do outro lado da caverna. A situação ainda era meio estranha, mal nos conheciamos e estavamos naquela caverna sozinhos, quase sem assunto.
Demi: Você acha que minha mãe tá bem?
Joe: Tenho certeza disso, meu pai deve estar com ela, e ele a protegerá até o fim princesa.
Demi: Seu pai sabe que você está comigo?
Joe: Não... - Ele olhou pra baixo. - Eu não tive tempo de vê-lo. Nem sei se ele está bem na verdade...
Demi: Joe, seu pai é o homem mais forte e corajoso que eu conheço, tenho certeza que ele está bem.
Joe: Espero que sim... - Ele sorriu e olhou nos meus olhos. - E olha só, você me chamou de Joe!
Eu dei uma risada.
Demi: Agora só falta você parar de me chamar de princesa né!?
Joe: Do que eu devo te chamar então? Demetria?
Demi: Não! Só de Demi, muito melhor.
Joe: Mas eu gosto do seu nome...
Demi:
Eu não... - Eu ri e percebi que lá fora já estava começando a
escurecer. Passei as mãos pelos meus braços que estavam frios.
Joe:
Ah! - Ele se virou e pegou sua mochila. A abriu e de lá tirou um
casaco, que provavelmente ele conseguiu pegar em seu quarto. Ele
estendeu-o pra mim. - Coloca isso, vai te esquentar.
Demi: Não precisa...
Joe: Não discute e coloca logo, quem ta cuidando de quem aqui?
Demi:
Me desculpa senhor mandão... - Eu disse em tom irônico, peguei o casaco
e o vesti. Ficou enorme em mim, porém quente. - Muito melhor. Obrigada.
Joe:
Magina. Agora eu vou lá fora, ver se tá tudo certo, já volto pra gente
comer e descansar, porque amanhã temos muito o que fazer.
Joe
se levantou e foi em direção à saída da caverna. Quando ele saiu eu
fiquei ali no silencio, só pensando em tudo que estava acontecendo na
minha vida. Um imbecíl assassino tomou o reino dos meus pais, quer se
casar com a minha mãe e coloca seus capangas atrás de mim, a princesa
indefesa desaparecida que está aqui em uma caverna com um adolescente
que ela quase não conhece. Nunca mais reclamo da minha vida calma e sem
emoções.
Joe
logo estava de volta dizendo que estava tudo bem. Se ajoelhou em frente
a mochila e tirou os ultimos pães que estavam lá que ele tinha
conseguido pegar. Entregou um a mim e pegou outro pra si, deixando
sobrar somente um.
Joe: Prometo que amanhã nós vamos comer melhor.
Demi: Não se preocupa com isso... Eu nem sou de comer muito...
Joe:
Só brigadeiros durante a madrugada né... - Ele riu se lembrando da cena
em que nos encontramos pela primeira vez na cozinha do castelo. Eu
também dei risada.
Demi: Isso não vale, brigadeiro é meu ponto fraco... - Fiz biquinho e depois abocanhei meu pão.
Nós terminamos de comer e já estava escuro. Decidimos então dormir logo, já que ainda não tinhamos nada para iluminar a noite.
Eu
me deitei com a cabeça na mochila que Joe insistiu em eu usar como
travesseiro. E ele deitou a cabeça em sua blusa, dormindo sem ela no
corpo. Ele se virou e ficou de costas pra mim.
Joe: Boa noite... Demi
Demi: Boa noite Joe. - Eu sorri.
Não
estava com sono então fiquei olhando pro teto. Com o passar do tempo
percebi pelos movimentos que Joe também não tinha dormido.
Demi: Joe?
Joe: Oi?
Demi: Também não consegue dormir?
Joe: De jeito nenhum... - Ele disse e se virou, ficando de frente pra mim me encarando.
Demi: Está preocupado?
Joe: Sim, mas não devia... Ás vezes eu me pergunto se eu fiz a coisa certa te trazendo comigo...
Demi: Eu poderia ter sido morta ou estar sendo maltratada agora se não fosse por você.
Joe: Mas todos devem estar preocupados... Sua mãe, meu pai...
Demi: Nós estamos bem e isso que importa. - Eu sorri tentando animá-lo e ele sorriu de volta.
Depois de um tempo de silêncio decidi puxar assunto.
Demi: Me conta, como é a vida de um adolescente normal?
Joe: Não é nada demais na verdade, escola, pessoas idiotas...
Demi: Te garanto que deve ser melhor que a minha vida. E como são os seus amigos?
Joe: São as únicas pessoas que eu realmente posso dizer que valem a pena na cidade. Bom, eles e a... Minha namorada.
Demi: Ah, você tem namorada... - Desviei o olhar do dele e me virei ficando de barriga para cima.
Joe: Tenho, namoramos há 2 anos, ela é incrível. - Ele também se virou para cima.
Demi: Deve estar sendo horrível estar tão longe dela.
Joe:
Pelo menos eu estou aqui com você. - Eu corei e ele também, depois que
percebeu que a frase tinha soado estranha. - Quer dizer, é melhor do
que... É que... Bom não significa que... Eu quero dizer que... Você é
legal e tal e eu gosto de ficar conversando assim.
Eu dei uma risada ao perceber o quanto ele se enrolou falando.
Demi: Eu vou dormir Joe, boa noite. - Me virei pro outro lado ficando de costas pra ele e fechei os olhos.
Joe: Boa noite. - Ouvi ele suspirando e depois adormeci.
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DIVULGAÇÃO:
Sigaaaaaaaaaaaaaaaaaam! É um dos meus blogs favoritos ^^
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Me desculpem de novo pela demora :(
Já vou avisar que essa semana vai ser mais dificil eu postar, porque vai ser semana de provas na minha escola então... Maas vou fazer o possível pra postar!
Muito obrigada a todas pelos comentários! Respondi todos no post anterior!
Beijosss!
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