quarta-feira, 5 de junho de 2013

Capítulo 1 - So Close Yet So Far



Tudo começou no último dia de aula, quando eu decidi fazer a maior burrada da minha vida. 
- Não acredito que finalmente acabou... - Eu disse aliviada me encostando no armário da escola que frequentei durante 16 anos da minha vida. 
- Agora só fica pior Demi, não vai se animando que faculdade é mais complicado... - Miley sempre sendo estraga prazeres.
 - Pelo menos não vou ter que aturar esses idiotas. - Eu disse me referindo ao grupo de adolescentes que acabara de passar no corredor, rindo e falando alto parecendo macacos no meio da selva. 
Fomos caminhando até a saída da escola e minha mãe já nos esperava dentro do carro estacionado do outro lado da rua. Miley já ia atravessar a rua quando eu a puxei de volta. 
- Se lembra do que eu te falei no começo do ano? - Perguntei rindo.
- Demi não... - Antes dela terminar eu corri de volta pra porta de entrada e com toda a voz gritei. 
- LIBERDADE! FODA-SE A ESCOLA! 
Sim, todos que estavam presentes me encararam naquele momento e eu nunca me senti tão bem. Voltei caminhando com um sorriso no rosto até encontrar uma Miley boquiaberta. 
- Você realmente fez isso Demetria... 
- Fiz e não me arrependo, vamos logo que eu não aguento mais essas pessoas olhando. 
Entramos no carro e fomos o caminho inteiro planejando nossas férias e falando sobre como seria ir pra faculdade. 
- Não acho que a faculdade vai ser pior! Algo me diz que nossas vidas só vão melhorar daqui pra frente. - Eu disse olhando pela janela pensando em tudo que eu já passei na porcaria da escola e em toda a liberdade que teria na faculdade. 
- Espero que você esteja certa, porque pior do que isso, só o inferno!
Chegando em casa nós almoçamos e fomos para o meu quarto como normalmente fazíamos. Miley morava somente com a mãe, então passava grande parte do tempo comigo enquanto ela trabalhava.
- Vamos fazer aquilo hoje a noite né? - Perguntei.
- Com certeza! Essa é uma oportunidade que a gente não pode perder. - Ela afirmou sorridente abrindo meu armário. - Agora me diz, qual vestido fica melhor em mim? 
Eu dei risada e comecei a experimentar a coleção de vestidos que eu tinha no meu quarto desde que minha mãe ganhou alguns kilos e doou metade das suas roupas pra mim.
Um dos meninos que estudava na nossa turma, Chad, daria uma grande festa de despedida essa noite, e claro, que não fomos convidadas. Mas nós já tinhamos um plano de fugir de casa e invadir a festinha do cara. Miley conseguiu a lista de convidados com uma amiga da aula de carpinteria. Pegamos dois nomes de meninas que já tinham dito que não poderiam comparecer e planejavamos entrar com os nomes delas.
- O que acha? - Perguntei colocando um vestido de couro preto mais ou menos até a metade da coxa, um salto de 10cm e dando uma leve arrumada no cabelo.
- Uau, até que eu te pegava se fosse homem. - Disse ela rindo. 
- Vem cá então gatinha! - Eu disse indo pra cima dela que me empurrou na cama. 
Rimos e ficamos planejando tudo a tarde toda. Miley escolheu um vestido Azul Turquesa que totalmente combinava com os olhos dela. Até que deram oito da noite. Falei pra minha mãe que iria dormir na casa da Miley, o que não deixava de ser verdade porque eu realmente iria depois da festa. Arrumei uma mochila com minhas roupas de dormir e da festa, e minha mãe nos deixou lá. A mãe da Miley ainda não tinha chegado, nos trocamos e Miley deixou um bilhete em cima da mesa dizendo que tinha ido em uma festa e que eu dormiria lá essa noite. A mãe dela era muito mais relaxada que a minha, então não tinha problema.
Saímos de casa e fomos até a casa do Chad, dois quarterões de lá. Conseguimos ouvir a música de longe e minhas mãos começaram a suar. Eu deveria ter entendido que aquilo era um sinal pra eu desistir, mas infelizmente naquela época, meu sexto sentido era péssimo.
Chegando mais perto, avistamos dois seguranças na frente da enorme casa do riquinho da escola.
- Será que isso vai mesmo dar certo Demetria? - Miley perguntou tão nervosa quanto eu. E pra passar confiança a ela respondi:
- Claro que vai Miley, relaxa.
Fomos até a porta.
- Nomes. - O segurança que mais parecia um armário de tão grande disse.
- Eh... Camila Fontes. - Eu disse, quase esquecendo o nome da menina.
Ele riscou algo na lista e se virou pra Miley, que parecia muda, esperando. Eu a empurrei de leve com o ombro e ela acordou.
- Ahhh é Daniele... Dankin. - Ela disse meio em duvida e eu tive vontade de bater nela por toda essa insegurança. Se fossemos pegas não seria muito agradável.
Mas o segurança riscou mais uma vez a lista e abriu passagem para nós. Cambaleando um pouco, nós entramos na festa.
Um monte de adolescente gritando, correndo e bebendo pra todos os lados, música alta e casais se pegando. Essa foi a minha primeira impressão da festa. Nos entreolhamos e continuamos adentrando, fingindo que estávamos super acostumadas a esse tipo de coisa.
- Eai? - Parei me virando pra ela. É claro que nunca tinha frequentado um lugar desses. Com a mãe que eu tenho, se ela descobre que eu estava lá, eu seria enforcada e esfaquiada quando chegasse em casa.
Miley me olhou sem saber o que responder e começou a se mexer de um lado pro outro numa tentativa de dançar ao ritmo da música eletrônica que tocava. Eu ri mas acompanhei ela na dança estranha e desajeitada. A cada música iamos nos soltando mais e mais.
Demos muita risada uma hora em que eu percebi que tinha um cara atrás da Miley olhando descaradamente pra bunda dela. De repente uma outra menina apareceu e deu um tapa nele, aparentemente namorada ou algo assim. Vários outros caras vieram nos abordar e a maioria bêbados tarados, demos o fora em todos. Dificil de se encontrar caras que prestem naquele lugar. Rimos e dançamos por um bom tempo.
- Acho que isso poderia ficar mais interessante... - Eu disse sugestiva, olhando para a mesa de bebidas perto de nós.
- Demi, você não bebe, e eu não vou ficar cuidando de você.
- Quem disse que eu quero que cuide? - Eu ri. - Vamos Mi, uma noite não vai prejudicar ninguém. - Nossa como eu estava errada.
- Tabom, vai lá, mas eu não te acompanho nessa. - Ela disse desaprovando a ideia. Eu dei de ombros e sai andando em direção ao mini bar.
Peguei um copo de vodka com energético só para começar. O gosto era horrível, mas eu realmente queria saber como era a sensação de ficar bêbada uma vez. Aos 18 anos, e nenhuma gota de alcool tinha entrado na minha boca. Acho que exagerei um pouco para a primeira vez. Comecei a tomar um copo atrás de outro, até que estava tomando Vodka pura.
Depois disso, não me lembro o que aconteceu.

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Gente, primeiro já aviso que não vou postar tão frequentemente como antes. Mas vou fazer o maximo pra não demorar demais!
Espero que gostem do primeiro capítulo!  Logo logo posto mais!
Obrigada pelos comentários! Senti falta de todas vocês também! E bem-vindas novas leitoras!

domingo, 12 de maio de 2013

So close, yet so far - Introdução



Sabe aqueles momentos em que a única coisa que se passa pela sua cabeça é aquela cena do passado. Aquela cena que poderia ter mudado tudo caso fosse diferente. Aquela cena que transformou tudo no que é agora. Aquele único momento que fez com que minha vida se virasse de cabeça pra baixo, agora é essa coisa que se passa pela minha cabeça. Todos os dias. Toda hora. Saber que eu poderia ter feito diferente, não estaria aqui agora chorando por algo que perdi. Não estaria com meu coração nas mãos sem saber a quem entregá-lo. Essa lágrima teimosa não estaria escorrendo, e eu teria alguém para me confortar, alguém em quem confiar, alguém que saberia como me deixar feliz. Esse alguém que está tão longe. Mas ao mesmo tempo tão perto. Pelo menos ele deixou meu pequeno presente, a única coisa que faz com que eu sinta ele perto. Essa é a minha história. Essa é a minha vida.

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Só pra deixar um gostinho do que vem por aí! Sim, eu voltei finalmente! Agora vou fazer o layout do blog de acordo com a nova fic, vou adiantar e começo a postar logo logo! Depois de toda aquela loucura de princesa, reis, castelo, etc... Comecei uma fic com um tema mais normal haha... Espero que gostem, logo logo já posto! Beijos! Saudades de todas vcs!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Not Like the Movies - 29º Capítulo (Último)

Quando nos separamos do abraço eu sorri pra ele e ele sorriu de volta me passando confiança. Olhamos pra todos que estavam presentes no salão e todos olhavam incrédulos para nós, esperando uma explicação. Eu olhei pra ele e fiz uma careta como se pedisse ajuda. Eu não era boa em falar na frente de muitas pessoas. Ele sorriu e elevou a voz se virando para as pessoas.
Josh: É isso mesmo que vocês entenderam, não vai haver casamento e eu peço desculpas pelo imprevisto. Eu acho que as pessoas devem ser livres para fazerem suas próprias escolhas e serem felizes. Isso aqui não era real. Demi foi, é e sempre será uma amiga especial, nada mais que isso. E eu, mais que todos, quero que ela seja feliz do modo que ela quiser. Isso de casamento obrigatório não é humano. O casamento é a maior demonstração de amor entre duas pessoas, e por isso precisa ser recíproco. Obrigado a todos pela presença, mas não haverá casamento. Não nessas condições.
Quando Josh terminou de falar metade do salão estava boquiaberto. Eu o olhava sorrindo agradecida enquanto alguns murmúrios se espalharam entre a "platéia". Quando tudo se acalmou um pouco eu desci do altar e caminhei em direção à minha mãe. Todos já estavam de pé e ja saíam reclamando.
Cheguei na frente da minha mãe que estava em pé e não me olhava nos olhos. Sua expressão não era nada feliz.
Dianna: Porque não me falou que estava infeliz?
Agora foi minha vez de ficar incrédula.
Demi: Mãe! Eu te falo isso desde que o primeiro gordo barbudo entrou na nossa sala pra m pedir em casamento!
Dianna: Mas eu achei que você gostava do Josh...
Demi: Eu gosto. Mas ele não é o cara com quem eu quero me casar. - Quando eu disse isso olhei por cima do ombro da minha mãe e meu olhar encontrou o de quem eu mais queria ver. Joseph. Minha mãe percebeu o meu olhar e se virou encontrando o Joe me encarando profundemente com um meio sorriso. Ela olhou de volta pra mim e eu devo estar com a mesma cara porque ela suspirou.
Dianna: Demi não... - Antes dela completar eu já estava caminhando na direção dos grandes olhos castanhos que pareciam me hipnotizar.
Quando percebi, eu já estava na frente dele, mais perto do que o necessário.
Joe: Então... - Ele quebrou o silêncio 5 minutos depois. - Quer dizer que não vai ter casamento?
Demi: Acho que não... - Pareciamos duas crianças conversando e corando.
Joe: Isso significa que eu finalmente posso te beijar sem sentir culpa? - Ele me pegou de surpresa. Eu fiz uma cara de espanto e antes de conseguir responder meus lábios estavam selados aos dele. Senti seus braços envolvendo minha cintura e entrelacei meus dedos no cabelo dele. Ficamos nos beijando por um tempo enquanto eu ouvia algumas pessoas que ainda estavam no salão cochicharem coisas do tipo "Ah, então é por isso" o que me fez sorrir entre o beijo.
Nos separamos e ficamos nos encarando. Percebi que o beijo foi um pouco mais intenso do que eu achava quando vi que os lábios do Joe estavam um pouco vermelhos. Eu sorri e rocei nossos narizes fazendo-o sorrir também.
Joe: Sabe, eu tava quase indo naquele altar te roubar.
Demi: E por que não foi? - Perguntei sorrindo.
Joe: De algum modo eu sabia que você seria minha de qualquer jeito. - Ele piscou pra mim e alguma parte do meu corpo derreteu. Dei um selinho nele e antes de começarmos a nos beijar de novo eu me lembrei.
Demi: Joe, e a sua namorada?
Joe: A Taylor? Terminei com ela assim que voltei pra cidade. Até que ela entendeu bem. - Ele fez uma careta engraçada ao dizer isso e eu imaginei a Taylor o enforcando com seus cachos loiros. Ele voltou a me beijar mas logo fomos interrompidos.
Dianna: Vocês sabem que isso não vai acontecer. - A voz da minha mãe parecia triste.
Eu me virei, ainda sem sair dos braços do Joe.
Demi: Mãe, você não pode aceitar pelo menos uma vez que é assim que eu quero ser feliz?
Dianna: Demetria, o Joseph não é um principe e você conhece a lei.
Demi: Eu não ligo pra lei mãe! Eu não pedi pra ser rainha! Eu não quero ser manipulada pro resto da minha vida! Não vou ficar aqui sentada até o príncipe encantado aparecer!
Dianna: Filha, eu não tenho culpa se você não se casar com um príncipe nosso reino não vai pra frente, permanecerá na mesma. É o que diz a lei!
Demi: EU NÃO LIGO PRA LEI! - Eu gritei um pouco mais alto do que esperava e atraí a atenção das pessoas à nossa volta. Um silêncio um pouco assustador percorreu o salão. Continuei encarando a minha mãe com uma certa raiva e senti as mãos do Joe envolverem meus braços e me puxarem pra fora do salão. Assim que saímos demos de cara com dois homens. Um baixinho, gordo e barbudo e outro mais alto magro, que tinha um bigode ridículo e usava óculos.
Baixinho: Princesa Demetria.
Demi: Oi... Homem desconhecido. - Eu disse um pouco confusa.
Baixinho: Não diria desconhecido se soubesse quem eu sou.
Demi: Exatamente... Eu não sei...
Baixinho: Vincent Pendemor, digamos que eu controlo os reinos da Costa Leste, como o seu. Esse é o meu sócio, - Ele apontou para o mais alto - Marcel Fidali.
Demi: Legal, meus parabéns. - Eu falei e comecei a andar puxando o Joe pelo braço, tentando ir pra longe daqueles caras.
Vincent: Princesa, eu peço que escute. - Eu parei e me virei pra eles. - Acabo de presenciar o seu quase casamento e a cena após e devo lhe dizer que é melhor escutar sua mãe.
Demi: Eu não me lembro de ter pedido o seu conselho. - Eu disse irônica arqueando uma sobrancelha e já impaciente. Aquela conversa estava seguindo um caminho que eu não queria percorrer.
Marcel: Princesa, você não conhece as consequências?
Demi: Que consequências? - Agora estava realmente curiosa.
Vincent: Se a futura rainha não se casar com um futuro rei e unir seus reinos, ela perde o direito do trono e seu reino desaparece.
Demi: D-Desaparece? Como assim? Minha mãe ainda está aqui, ela ainda é a rainha!
Marcel: Quando a herdeira atinge os 18 anos, ela deve assumir o trono, é o que dizem as leis. E se a senhorita decidir se casar com um plebeu qualquer, estará entregando seu reino a nós, portanto ele não existirá mais.
Demi: Quer dizer que...
Vincent: Quer dizer que você princesa, iria ter que abandonar o castelo e todos os cidadãos que moram na ilha teriam que encontrar outro lugar para viver. Esse castelo pertenceria a mim e ao restante do controle de Reinos da Costa Leste e esse reino seria somente uma simples ilha.
Demi: Você tiraria tudo que eu tenho e ainda prejudicaria o povo da vila?
Vincent: Não sou eu quem estou causando essa confusão. É você princesa.
Dianna: Eu discordo Vincent. - Minha mãe surgiu atrás dele. - E você sabe muito bem do que eu estou falando.
O baixinho quase pulou de susto e seu rosto ficou todo vermelho.
Vincent: Minha rainha! - Ele se curvou e beijou as costas da mão da minha mãe.
Dianna: Você sabe o quanto deve a esse reino, ao meu marido. E eu não vou permitir que a vida da minha filha seja estragada por culpa das leis. Ela vai ser feliz e você não vai tocar um dedo no meu reino. Que eu me lembre foi graças ao meu marido que a Costa Leste não foi destruída há alguns anos. Foi por causa do meu marido que você permaneceu parte do controle. Acho que você e sua equipe devem um favor a esse reino.
O baixinho parecia uma mísera barata perto da minha mãe que falava com muita autoridade. Os dois caras se entreolharam e depois de retomar a pose inicial conversaram baixinho com a minha mãe de forma que eu não pudesse ouvir.
Joe: Cara, essa coisa de ser da realeza é muito complicada. - Ele disse com a testa franzida e eu ri.
Demi: Você não faz ideia. - Eu o abracei tentando esquecer de tudo e esperando que minha mãe resolvesse tudo.
Depois de 10 minutos eles vieram em nossa direção meio envergonhados.
Vincent: Me desculpe pelo incomodo princesa, esperamos que seja feliz.
Depois disso os dois foram embora me deixando meio confusa, mas aliviada. Minha mãe veio em nossa direção, parecendo um pouco envergonhada, porém sorria.
Dianna: Tudo resolvido, temos sorte do seu pai ter um grande nome nesse mundo. - Ela riu e depois ficou séria e pegou minhas mãos. - Me desculpe filha, eu não deveria ter impedido a sua liberdade desde o começo, você merece ter o que quiser, e escolher quem quiser. - Ela olhou pro Joe e sorriu recebendo um sorriso de volta. Ela virou as costas e nos deixou sozinhos.
Eu estava olhando minha mãe se afastar quando as mãos dele seguraram minha cintura e me viraram de frente a ele.
Joe: Parece que finalmente você pode ser feliz "alteza". - Ele disse a última palavra com um tom de gozação e eu ri.
Demi: Parece que sim. E ao lado de quem eu mais quero. - Eu sorri e passei meus braços ao redor do pescoço dele.
Joe: Ah é? E quem seria? Não to vendo ninguém por aqui... - Ele brincou olhando ao redor, e realmente não tinha mais ninguém no salão. Eu ri e o beijei. Ele me levantou um pouco e eu me pendurei no pescoço, como aquelas cenas de filmes.

                                                 ~3 meses depois~

Dianna: Eu sempre soube que você era lerda, mas atrasar tanto assim pro seu casamento não dá né Demetria? - Minha mãe brigava comigo enquanto me ajudava a fechar o enorme vestido branco.
Demi: Mãe, você me conhece muito bem, sabe que eu nunca estou pronta na hora.
Eu já estava maquiada, com o cabelo feito e tudo. Só faltava perder aquele medo de entrar no salão. Sim, depois de 2 quase-casamentos, eu ainda ficava nervosa pra entrar lá. Mas dessa vez era diferente. Eu iria casar com o homem que eu amava, e era um nervoso bom. Me virei pra minha mãe e sorri, seus olhos lacrimejavam e ela me admirava.
Demi: Mãe, para! - Eu sempre odiei ser encarada.
Dianna: Você está tão linda! - Ela me abraçou. - Agora vamos, o Joe já deve pensar que você desistiu.
Demi: Nem que ele quisesse. - Eu ri.
Do lado de fora do meu quarto encontrei o Tio Kevin, que eu considerava meu pai e que iria me acompanhar até o altar e me entregar nas mãos do seu próprio filho. Quando ele me viu, seus olhos brilharam assim como os da minha mãe.
Kevin: Uau... - Foi a única coisa que ele disse antes de dar um braço pra mim e outro pra minha mãe enquanto caminhávamos em direção ao salão. - Meu filho é um cara de sorte. - Ele sorriu orgulhoso e eu e minha mãe rimos.
Demi: Eu é que sou.
Chegamos à porta que foi aberta e minha mãe entrou, deixando eu e o tio Kevin pra trás.
Era esse o momento. Adentramos o salão e todos ficaram de pé quando a música começou a tocar. Foi ali que eu vi o rosto vermelho e sorridente do meu noivo. Joe estava de pé ao lado do padre, sorrindo feito um bobo e observando cada movimento meu.
Sabe, a vida pode não ser como nos filmes, onde tudo é perfeito, planejado e rápido de ser resolvido. Pode não ter o final feliz esperado, pode não ter o "felizes para sempre", mas afinal, para sempre é pouco tempo não é? Saber viver cada momento intensamente e não deixar que coisas pequenas te derrubem, esse é o segredo da vida. E a vida te derruba várias vezes, mas quando você se levanta, é só recomeçar. E foi naquele momento, olhando nos olhos do meu futuro marido, que eu senti que minha vida recomeçava...

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Bom, é isso galera. Esse é o final da fic haha
Eu disse que voltaria pra postar quando achasse que estivesse bom, e é esse final que eu consegui escrever, espero que vocês não se decepcionem. Mais uma vez, me desculpem pela ausência, mas posso dizer que logo logo voltarei com fic nova! Obrigada a todas que continuaram comentando, e que continuam comigo! Amo vocês <3