Assim que eu gritei, Martin virou seu rosto pra mim e sorriu maldoso como se gostasse de ver que eu estava ali assistindo o assassinato que ele estava prestes a cometer.
Martin: Ah, minha mulherzinha veio assistir o herói morrer. Isso vai ser divertido. - Ele deu uma risada e voltou a atenção pro Joe que ainda estava abaixado e desarmado. Então tudo ocorreu em questão de segundos, mas eu senti que foi em câmera lenta. Eu olhei pro chão, a alguns metros do Joe e bem perto de mim tinha uma faca, que eu imaginei que fosse a arma dele quando estavam lutando. Mas provavelmente Martin o desarmou e ele ficou sem defesa. Em um rápido movimento eu me agaixei e segurei a faca com cuidado, corri até onde eles dois estavam. Martin levantou o braço, ia dar uma facada no ombro esquerdo do Joe quando eu o empurrei pra trás. Ele cambeleou pouco, mas logo já recuperou o equilíbrio novamente, já que eu não tive muita força para empurrá-lo. A essa altura meu corpo inteiro tremia e eu estava desesperada. Tentei levantar o Joe, mas ele estava muito machucado e sem forças. Agora sobrou pra mim. Martin começou a andar na minha direção.
Martin: Você está ficando do lado errado princesa. Acha mesmo que pode contra mim? Eu acho que não.
Demi: Prefiro morrer, ao ficar do seu lado. - Eu disse confiante embora estava morrendo de medo por dentro.
Martin: Seu desejo é uma ordem. - Ele então avançou furioso pra cima de mim com a faca levantada. Eu corri um pouco pra trás mas percebi que não adiantaria. Eu ainda estava com a faca do Joe na mão, mas não tinha coragem nem de segurar direito, imagina de machucar uma pessoa? Simplesmente não conseguiria. Eu ouvi Joe gemendo e tentando se levantar, mas caía novamente. Martin continuava vindo na minha direção um pouco mais devagar, já que ele também estava um pouco machucado na perna. Isso já era uma vantagem pra mim. Porém com aquele vestido pesado eu não conseguia nem me movimentar direito. E o salto. Tirei rapidamente meu sapato para que pudesse me movimentar melhor. Percebi que Martin estava muito perto e em um ato de reflexo taquei o sapato que estava na minha mão, no local machucado da perna dele.
Ele gemeu alto e se abaixou para colocar as mãos na perna dolorida. Eu aproveitei e me afastei novamente pro outro lado do salão. Mas infelizmente isso não o deteu por muito tempo. Logo ele já estava caminhando na minha direção novamente. Mas meu coração quase parou quando eu vi ele sorrindo e indo em direção ao Joe, que ainda estava sem condições de lutar. Respirei fundo e gritei novamente indo correndo em direção a ele sem pensar nas consequencias. Assim que estava bem atrás dele, num movimento rápido ele se virou e me segurou pelo pescoço. A faca que estava comigo caiu da minha mão. Ele foi me empurrando até me pressionar contra a parede. Eu mal respirava e as lágrimas correram pela minha bochecha. Ele me levantava cada vez mais e eu estava sufocada. Seu rosto muito próximo ao meu e o sorriso vitorioso estampado no rosto. Sua mão apertava meu pescoço com ainda mais força e eu me debatia sem ar nos pulmões. Meu pé não tocava mais no chão e eu comecei a enxergar tudo embaçado por conta das lágrimas nos olhos.
Martin: É uma pena não ter ficado ao meu lado princesa. É um desperdício ter que matar uma mulher tão bela. - Ele sorriu largamente e aproximou o rosto mais ainda do meu. Eu tentei chutá-lo mas ele deu uma forte joelhada na minha perna. Quando o nariz dele encostou no meu eu senti nojo dele apenas me tocando e estando tão perto. Preferia morrer ali mesmo ao ficar naquela tortura. Ele sorria mais ainda ao ver meu desespero. Com sangue no rosto inteiro ele parecia um verdadeiro maníaco. Com a mão que não segurava meu pescoço, ele segurou a faca e a levantou prestes a me matar. Eu gemi alto e fechei os olhos ainda me debatendo sem sucesso. Tudo estava se apagando e o ar a minha volta parecia ter esgotado.
Martin: Agora você vai reencontrar seu papaizinho.
Ele ergueu a faca e foi a direcionando pro meu peito. Então ele parou o movimento de repente e me encarou com os olhos arregalados. Senti a força da mão no meu pescoço diminuir e ouvi um gemido baixo saindo da boca dele. A faca caiu da mão dele. Ele me soltou e eu cai fraca no chão. Ele também caiu aos meus pés, morto por uma facada nas costas.
----------------------------------------------------------------------
MORREEEEEEEEEEEU!
HAHAHAHAAHA finalmenteeeeeeeee a cena que todas estavam esperando! UHUUL!
O capítulo ta pequeno, eu sei. Mas o próximo vai compensar!
Beijosssss lindas *-*
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 21º Capítulo [Dedicado à Mille Victória]
Assim que eu corri em direção à minha mãe, minhas pernas começaram a ficar bambas, mas eu consegui alcançá-la. Ela ainda estava sentada no mesmo banco e olhava assustada pra mim.
Demi: Vamos mãe! - Eu a segurei pelo braço e a levantei, começando a andar para que ela me seguisse. As pessoas ainda se escondiam a nossa volta, passando pelo salão principal eu consegui ver alguns guardas sendo atirados longe por alguém que provavelmente era o Tio Kevin, outros guardas lutavam e eu não conseguia entender como nós poderíamos ganhar isso. Mas logo percebi que Joe tinha realmente pensado em tudo. As pessoas, os seguranças que antes trabalhavam pra minha mãe estavam lá lutando por nós. Joe deve ter ido atrás de todos para que conseguissem ter uma vantagem nessa luta. Mas pelo que eu conseguia ver, estava tudo bem equilibrado. As únicas pessoas que não estavam ali eram Martin e o Joe, e talvez alguns guardas. Eu passei rápido com a minha mãe atrás de mim e atravessamos o salão chegando ao corredor. Entrei rapidamente em um dos quartos e quando minha mãe também entrou, fechei a porta e a tranquei. Só para garantir coloquei um móvel para segurar mais ainda. Me sentei na cama ao lado da minha mãe e só aí percebi que era o mesmo quarto onde Joe estava quando me puxou do corredor. Respirei fundo e abracei minha mãe para acalmá-la.
Demi: Eles vão conseguir mãe.
Dianna: Da última vez que houve uma luta no meu castelo, seu pai morreu. - Ela respondeu de repente, e eu fiquei sem respostas pra dar. A abracei mais forte.
Demi: Vai... Vai ficar tudo bem. - Tentei reconfortá-la enquanto eu mesma precisava me acalmar. Ficamos ali paradas por um tempo enquanto ainda era possível ouvir os barulhos lá fora. Fiquei me perguntando se todos ainda estavam vivos, mas sacudi a cabeça tentando afastar esse pensamento. Então minha cabeça se focou no Joe. O que tinha acontecido comigo para beijá-lo daquele jeito? Deve ter sido o momento. A tensão e o medo de... Perder ele. Não sei o que deu em mim. Imagino o que ele deve ter pensado, afinal Joe tem namorada e é só meu amigo. Que salvou a minha vida. É incrivelmente fofo. Tá arriscando a vida pelo meu castelo. Sabe praticamente tudo sobre mim, porque na caverna eu contei tudo. Mas não. Não posso pensar nele assim. Afinal, eu nem poderia. A princesa só pode se casar com outros príncipes e Joe é só, um adolescente normal.
Dianna: Que silêncio... - Minha mãe me despertou dos meus pensamentos. E eu percebi que realmente estava tudo muito silencioso. Será que acabou?
Eu me levantei e fui em direção à porta mas parei antes de abrir. Joe tinha falado pra eu não sair a menos que ele viesse me buscar. Voltei um passo. Mas talvez ele não soubesse em que quarto estamos, aliás esse castelo é enorme.
Demi: Mãe, não sai dai, eu vou ver se tá tudo bem. - Minha mãe assentiu e eu abri a porta colocando a cabeça pra fora. O corredor estava vazio. Então eu sai. Caminhei em direção ao salão principal e nada. Muitas coisas destruídas, mas não se via ninguém. Voltei pro corredor e caminhei pro outro lado. Comecei a me assustar. Onde estavam todos? Então comecei a ouvir o barulho. Era um barulho estridente que vinha de um dos últimos quartos. Me aproximei e percebi que vinha da antiga sala de armas do meu pai. Fiquei um pouco aflita, porque da última vez foi exatamente assim. Eu saí do meu quarto e quando cheguei à sala de armas meu pai foi morto na minha frente. Meus passos ficaram mais curtos e minha respiração mais pesada. Quando cheguei a porta estava aberta mas não olhei pra dentro ainda. Me encostei na parede ouvindo os barulhos e alguns gemidos. Então ouvi um grito alto e desesperado e reconheci rapidamente a voz do Joe. Meu coração acelerou e eu olhei pra dentro da sala onde vi Joe ajoelhado com o rosto todo sangrento e Martin de pé, também sangrando, em sua frente segurando uma faca. Eu não acreditei, presenciar outra pessoa que eu amo morrendo na minha frente daquele jeito, isso eu não aguentaria. Então entrei na sala com tudo e berrei.
Demi: NÃO!
Continua....
Demi: Vamos mãe! - Eu a segurei pelo braço e a levantei, começando a andar para que ela me seguisse. As pessoas ainda se escondiam a nossa volta, passando pelo salão principal eu consegui ver alguns guardas sendo atirados longe por alguém que provavelmente era o Tio Kevin, outros guardas lutavam e eu não conseguia entender como nós poderíamos ganhar isso. Mas logo percebi que Joe tinha realmente pensado em tudo. As pessoas, os seguranças que antes trabalhavam pra minha mãe estavam lá lutando por nós. Joe deve ter ido atrás de todos para que conseguissem ter uma vantagem nessa luta. Mas pelo que eu conseguia ver, estava tudo bem equilibrado. As únicas pessoas que não estavam ali eram Martin e o Joe, e talvez alguns guardas. Eu passei rápido com a minha mãe atrás de mim e atravessamos o salão chegando ao corredor. Entrei rapidamente em um dos quartos e quando minha mãe também entrou, fechei a porta e a tranquei. Só para garantir coloquei um móvel para segurar mais ainda. Me sentei na cama ao lado da minha mãe e só aí percebi que era o mesmo quarto onde Joe estava quando me puxou do corredor. Respirei fundo e abracei minha mãe para acalmá-la.
Demi: Eles vão conseguir mãe.
Dianna: Da última vez que houve uma luta no meu castelo, seu pai morreu. - Ela respondeu de repente, e eu fiquei sem respostas pra dar. A abracei mais forte.
Demi: Vai... Vai ficar tudo bem. - Tentei reconfortá-la enquanto eu mesma precisava me acalmar. Ficamos ali paradas por um tempo enquanto ainda era possível ouvir os barulhos lá fora. Fiquei me perguntando se todos ainda estavam vivos, mas sacudi a cabeça tentando afastar esse pensamento. Então minha cabeça se focou no Joe. O que tinha acontecido comigo para beijá-lo daquele jeito? Deve ter sido o momento. A tensão e o medo de... Perder ele. Não sei o que deu em mim. Imagino o que ele deve ter pensado, afinal Joe tem namorada e é só meu amigo. Que salvou a minha vida. É incrivelmente fofo. Tá arriscando a vida pelo meu castelo. Sabe praticamente tudo sobre mim, porque na caverna eu contei tudo. Mas não. Não posso pensar nele assim. Afinal, eu nem poderia. A princesa só pode se casar com outros príncipes e Joe é só, um adolescente normal.
Dianna: Que silêncio... - Minha mãe me despertou dos meus pensamentos. E eu percebi que realmente estava tudo muito silencioso. Será que acabou?
Eu me levantei e fui em direção à porta mas parei antes de abrir. Joe tinha falado pra eu não sair a menos que ele viesse me buscar. Voltei um passo. Mas talvez ele não soubesse em que quarto estamos, aliás esse castelo é enorme.
Demi: Mãe, não sai dai, eu vou ver se tá tudo bem. - Minha mãe assentiu e eu abri a porta colocando a cabeça pra fora. O corredor estava vazio. Então eu sai. Caminhei em direção ao salão principal e nada. Muitas coisas destruídas, mas não se via ninguém. Voltei pro corredor e caminhei pro outro lado. Comecei a me assustar. Onde estavam todos? Então comecei a ouvir o barulho. Era um barulho estridente que vinha de um dos últimos quartos. Me aproximei e percebi que vinha da antiga sala de armas do meu pai. Fiquei um pouco aflita, porque da última vez foi exatamente assim. Eu saí do meu quarto e quando cheguei à sala de armas meu pai foi morto na minha frente. Meus passos ficaram mais curtos e minha respiração mais pesada. Quando cheguei a porta estava aberta mas não olhei pra dentro ainda. Me encostei na parede ouvindo os barulhos e alguns gemidos. Então ouvi um grito alto e desesperado e reconheci rapidamente a voz do Joe. Meu coração acelerou e eu olhei pra dentro da sala onde vi Joe ajoelhado com o rosto todo sangrento e Martin de pé, também sangrando, em sua frente segurando uma faca. Eu não acreditei, presenciar outra pessoa que eu amo morrendo na minha frente daquele jeito, isso eu não aguentaria. Então entrei na sala com tudo e berrei.
Demi: NÃO!
Continua....
AVISO
Oi pessoas bonitas do meu coração :3
Como vocês sabem, a fic "Not Like the Movies" tá acabando já :/
Então eu coloquei no blog algumas enquetes que eu preciso que vocês respondam, e a partir delas eu vou escrever uma nova fic! Então por favorzinho, votem nas opções que vocês quiserem e talvez eu adicione mais algumas, mas eu aviso vocês ;)
Ah e aliás, eu queria perguntar, vocês ainda fazem questão da continuação da Fic "Just a Kiss - Férias de verão"? Porque ai eu posso escrever até antes da fic nova, ou então nem escrevo mais... Vocês que mandam ;)
Beijããão e obrigada a todasss!
Como vocês sabem, a fic "Not Like the Movies" tá acabando já :/
Então eu coloquei no blog algumas enquetes que eu preciso que vocês respondam, e a partir delas eu vou escrever uma nova fic! Então por favorzinho, votem nas opções que vocês quiserem e talvez eu adicione mais algumas, mas eu aviso vocês ;)
Ah e aliás, eu queria perguntar, vocês ainda fazem questão da continuação da Fic "Just a Kiss - Férias de verão"? Porque ai eu posso escrever até antes da fic nova, ou então nem escrevo mais... Vocês que mandam ;)
Beijããão e obrigada a todasss!
domingo, 18 de novembro de 2012
Not Like The Movies - 20º Capítulo [Dedicado à thalya santos]
O que eu estava sentindo naquele momento era indescritivel. Quando eu subi no altar e fiquei de frente para o Martin ele sorriu e tentou segurar a minha mão, mas eu me virei evitando-o e ficando de frente para o padre. O silêncio reinou por ali durante alguns segundos, que pareciam décadas para mim. Minha respiração estava pesada. O padre então começou a rezar a missa e a cêrimonia oficialmente começou. Eu ficava o tempo todo olhando para qualquer canto do salão. Eu sentia que Martin me encarava o tempo todo e isso ia me deixando mais nervosa. Eu queria mesmo era matar aquele desgraçado aqui mesmo, mas sabendo que eu não tinha chances continuei na mesma posição, esperando pelo Joe nervosa. Os minutos se passavam e nada. O padre continuava falando e falando. Eu olhei pra trás e meu olhar encontrou o da minha mãe que chorava. Ela se sentia completamente culpada pela minha infelicidade, mas eu não queria isso. Assenti pra ela tentando mostrar que estava tudo bem, mas provavelmente a minha expressão mostrava o contrário.
Eu ainda estava distraída quando o padre mandou os noivos fazerem os juramentos. Então fui obrigada a me virar para aquele nojento e deixar ele segurar as minhas mãos. Mas mesmo enquanto ele falava eu não o olhei.
Martin: Eu Martin, quero tomá-la como minha noiva, para sempre. Prometo estar sempre ao seu lado e apoiá-la nas decisões. Mesmo que eu que vou tomá-las. - Ele deu uma risadinha e eu continuei fingindo que nem ouvia. - Na alegria e na tristeza, na riqueza, porque nunca existirá pobreza, e tanto faz o resto, vamos acabar logo com isso. - Ele terminou olhando pro padre como se o ameaçasse para ir logo.
Padre: Agora a noiva.
Ele me olhou e eu senti todos os olhares em mim. Olhei em volta tremendo e fiquei em silêncio por um tempo.
Demi: É... Eu... Eu Demetria...
Nesse momento eu fui interrompida por um estrondoso barulho vindo de fora do salão. Meu coração acelerou tanto que eu quase o senti parar. Não, aquilo de novo não. Da última vez que Joe usou essa tática de atrair os guardas com um barulho não terminamos muito bem. Eu olhei rapidamente pra trás, de onde o barulho tinha vindo e vi alguns guardas saindo pra checar.
Martin: Continue. - Ele disse pra mim como se me ameaçasse. Me perguntei se ele já esperava um ataque ou algo do tipo, e o pensamento me deixou mais tensa. Fora do salão estava silêncio e nada dos guardas voltarem e nem Joe aparecer.
Padre: Senhorita...
Eu olhei pra ele e percebi que todos me olhavam e eu fiquei um bom tempo perdida em pensamentos.
Demi: É... Eu Demetria...
E novamente outro barulho.
Martin: Mas que diabos... - Ele reclamou e desceu do altar, falou algo com um guarda e voltou para o meu lado xingando baixo. - Continuemos. - E olhou para mim esperando que eu falasse novamente.
O guarda com quem ele falou saiu do salão acompanhado de outros, todos armados. Eu acompanhava todos os movimentos com o olhar quando senti meu braço ser puxado. Martin sussurrou nervoso no meu ouvido.
Martin: É melhor você falar logo ou eu te mato aqui mesmo.
Eu o encarei e ele me olhava fumegante. Soltei meu braço e voltei a posição normal e continuei.
Demi: Eu Demetria, prometo...
E agora pela terceira vez o mesmo barulho estrondoso ecoou pelo salão. Martin deu um berro.
Martin: Seus imprestáveis! - Ele desceu novamente do altar, gritou com os guardas e dessa vez saiu do salão. Eu respirei fundo e fiquei observando paralisada. Assim que Martin abriu a porta do salão para sair, ele tomou um forte soco no rosto e cambaleou para trás quase caindo com as mãos no rosto. Dei um enorme sorriso quando vi que Tio Kevin estava parado ali com os punhos cerrados olhando furiosamente pra Martin. Mas o sorriso sumiu do meu rosto assim que eu percebi que todos os guardas estavam avançando pra ele. Eu gritei tentando o alertar, então ele correu pra fora do salão e eu o perdi de vista. Todos os inocentes naquele salão saíram correndo do salão para tentar se proteger. Eu ia correr em direção à minha mãe quando meu braço foi puxado e eu fui levada pra trás da mesa do padre. Estava agachada, olhei pro lado e Joe me encarava nervoso e suado.
Joe: É isso. Pega a sua mãe e se escondam em qualquer quarto, não deixarei nada acontecer com vocês. - Ele segurou as minhas mãos e percebi que estava tremendo um pouco.
Demi: Mas... - Ele me impediu de falar colocando o dedo indicador na minha boca.
Joe: Demi, temos tudo sobre controle, confia em mim e me promete que não vai sair de lá até eu ir te buscar.
Demi: Você sabe que eu não sou boa em ficar parada. - Ele sorriu e eu também.
Joe: Eu vou ter que arriscar dessa vez. - Ele apertou mais a minha mão e não tirou o olhar do meu. Ouvimos alguns gritos pelo salão e barulhos de coisas quebrando.
Demi: Você vai ficar bem? - Perguntei tensa.
Ele demorou pra responder e uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
Joe: Vou. Agora vai lá princesa.
Ele sorriu pra mim e antes que eu pudesse me dar conta eu praticamente pulei em cima dele e o beijei. Foi um selinho demorado, o meu corpo inteiro estremeceu e eu senti meu coração pulando pra fora do meu peito. Joe não impediu, mas também não reagiu, provavelmente não esperava por isso. Me afastei rapido e o olhei. Os olhos dele estavam meio arregalados, a pele corada e ele ficou paralisado me olhando.
Demi: Desculpa... Boa sorte...
Eu me levantei e fui correndo em direção à minha mãe...
Eu ainda estava distraída quando o padre mandou os noivos fazerem os juramentos. Então fui obrigada a me virar para aquele nojento e deixar ele segurar as minhas mãos. Mas mesmo enquanto ele falava eu não o olhei.
Martin: Eu Martin, quero tomá-la como minha noiva, para sempre. Prometo estar sempre ao seu lado e apoiá-la nas decisões. Mesmo que eu que vou tomá-las. - Ele deu uma risadinha e eu continuei fingindo que nem ouvia. - Na alegria e na tristeza, na riqueza, porque nunca existirá pobreza, e tanto faz o resto, vamos acabar logo com isso. - Ele terminou olhando pro padre como se o ameaçasse para ir logo.
Padre: Agora a noiva.
Ele me olhou e eu senti todos os olhares em mim. Olhei em volta tremendo e fiquei em silêncio por um tempo.
Demi: É... Eu... Eu Demetria...
Nesse momento eu fui interrompida por um estrondoso barulho vindo de fora do salão. Meu coração acelerou tanto que eu quase o senti parar. Não, aquilo de novo não. Da última vez que Joe usou essa tática de atrair os guardas com um barulho não terminamos muito bem. Eu olhei rapidamente pra trás, de onde o barulho tinha vindo e vi alguns guardas saindo pra checar.
Martin: Continue. - Ele disse pra mim como se me ameaçasse. Me perguntei se ele já esperava um ataque ou algo do tipo, e o pensamento me deixou mais tensa. Fora do salão estava silêncio e nada dos guardas voltarem e nem Joe aparecer.
Padre: Senhorita...
Eu olhei pra ele e percebi que todos me olhavam e eu fiquei um bom tempo perdida em pensamentos.
Demi: É... Eu Demetria...
E novamente outro barulho.
Martin: Mas que diabos... - Ele reclamou e desceu do altar, falou algo com um guarda e voltou para o meu lado xingando baixo. - Continuemos. - E olhou para mim esperando que eu falasse novamente.
O guarda com quem ele falou saiu do salão acompanhado de outros, todos armados. Eu acompanhava todos os movimentos com o olhar quando senti meu braço ser puxado. Martin sussurrou nervoso no meu ouvido.
Martin: É melhor você falar logo ou eu te mato aqui mesmo.
Eu o encarei e ele me olhava fumegante. Soltei meu braço e voltei a posição normal e continuei.
Demi: Eu Demetria, prometo...
E agora pela terceira vez o mesmo barulho estrondoso ecoou pelo salão. Martin deu um berro.
Martin: Seus imprestáveis! - Ele desceu novamente do altar, gritou com os guardas e dessa vez saiu do salão. Eu respirei fundo e fiquei observando paralisada. Assim que Martin abriu a porta do salão para sair, ele tomou um forte soco no rosto e cambaleou para trás quase caindo com as mãos no rosto. Dei um enorme sorriso quando vi que Tio Kevin estava parado ali com os punhos cerrados olhando furiosamente pra Martin. Mas o sorriso sumiu do meu rosto assim que eu percebi que todos os guardas estavam avançando pra ele. Eu gritei tentando o alertar, então ele correu pra fora do salão e eu o perdi de vista. Todos os inocentes naquele salão saíram correndo do salão para tentar se proteger. Eu ia correr em direção à minha mãe quando meu braço foi puxado e eu fui levada pra trás da mesa do padre. Estava agachada, olhei pro lado e Joe me encarava nervoso e suado.
Joe: É isso. Pega a sua mãe e se escondam em qualquer quarto, não deixarei nada acontecer com vocês. - Ele segurou as minhas mãos e percebi que estava tremendo um pouco.
Demi: Mas... - Ele me impediu de falar colocando o dedo indicador na minha boca.
Joe: Demi, temos tudo sobre controle, confia em mim e me promete que não vai sair de lá até eu ir te buscar.
Demi: Você sabe que eu não sou boa em ficar parada. - Ele sorriu e eu também.
Joe: Eu vou ter que arriscar dessa vez. - Ele apertou mais a minha mão e não tirou o olhar do meu. Ouvimos alguns gritos pelo salão e barulhos de coisas quebrando.
Demi: Você vai ficar bem? - Perguntei tensa.
Ele demorou pra responder e uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
Joe: Vou. Agora vai lá princesa.
Ele sorriu pra mim e antes que eu pudesse me dar conta eu praticamente pulei em cima dele e o beijei. Foi um selinho demorado, o meu corpo inteiro estremeceu e eu senti meu coração pulando pra fora do meu peito. Joe não impediu, mas também não reagiu, provavelmente não esperava por isso. Me afastei rapido e o olhei. Os olhos dele estavam meio arregalados, a pele corada e ele ficou paralisado me olhando.
Demi: Desculpa... Boa sorte...
Eu me levantei e fui correndo em direção à minha mãe...
sábado, 17 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 19º Capítulo [Dedicado à Juh Lovato]
Demi: Não acredito que você ta mesmo aqui! - Eu dizia enquanto abraçava ele muito forte com o rosto enterrado em seu peito. Ele passou uma das mãos pelas minhas costas e a outra estava acariciando meu cabelo em meio a um abraço acolhedor.
Joe: Você realmente pensou que eu ia te deixar? - Ele perguntou enquanto eu ainda o abraçava. - A princesa indefesa nas mãos do vilão!
Demi: Pra falar a verdade, já tinha perdido as esperanças... E eu não sou uma princesa indefesa tá? Me virei muito bem até agora.
Joe: Ah é? Eu posso ir embora então né? Ta tudo sob controle e você não precisa de mim mesmo... - Ele disse se desvencilhando do abraço e caminhando em direção à janela. Mas eu puxei o braço dele e o abracei novamente sorrindo.
Demi: Idiota.
Ficamos um pouco em silêncio somente ouvindo as respirações um do outro e eu ouvia o coração dele batendo já que minha cabeça ainda estava encostada em seu peito. Então ele segurou minha cabeça com as duas mãos fazendo com que eu me afastasse um pouco e ele pudesse me olhar nos olhos. Eu corei e ele sorriu. Então me afastei um pouco e ficamos frente a frente. Ele me analisou por inteira.
Joe: Uau!
Demi: O que?
Joe: Você... Ta linda! - Ele disse sorrindo e me olhando dos pés a cabeça. E claro que eu corei de novo.
Demi: Er... Obrigada... - Eu o olhei sorrindo.
Joe: Bom, não temos tempo... - Ele de repente quebrou o silêncio. - Você tem que voltar para o quarto antes que comecem a te procurar. É o seguinte: Você vai até lá para se casar.
Eu fiz uma careta quando ele disse isso, fazendo-o rir.
Joe: Haja normalmente, não fala pra ninguém que você me viu e que sabe que eu estou aqui, nem mesmo pra sua mãe ou pro meu pai se encontrá-lo...
Demi: Ele está bem. - Eu o interrompi e ele deu um meio sorriso aliviado.
Joe: Que bom. Agora escuta. Não se preocupa comigo, quando você puder se esconde em qualquer dos quartos com a sua mãe e não sai de lá. Você vai saber quando. - Ele piscou pra mim e me abraçou de novo. - Se tudo der certo, logo estará tudo bem. Agora vai lá.
Demi: Joe... - O repreendi. - Por favor, toma cuidado.
Ele não disse mais nada. Simplesmente me deu um beijo na testa e abriu a porta para que eu saísse. Lancei um último olhar pra ele, preocupada, e fui do corredor, direto pro meu quarto. Acabei nem indo tomar água. Chegando lá, o guarda abriu a porta pra mim.
Guarda: Que água mais demorada hein?
Eu não respondi, entrei no quarto e bati a porta na cara dele. Minha mãe estava ali, vestida e pronta para ir pro "casamento". Agora sim minha cabeça rodava e os pensamentos não paravam um segundo. Toda a alegria e a preocupação por Joe ter voltado. O medo de algo dar errado. O nervosismo pela hora do casamento estar chegando. Minha mãe notou o quanto eu estava estranha, mas ela deve ter achado que era só por estar me casando com um maníaco.
Quando a hora chegou bateram na porta dois guardas e quase arrastaram eu e minha mãe pra fora do quarto. Foram nos guiando pelo corredor, quando passamos, olhei pro quarto onde antes eu estava com o Joe, a porta estava aberta e ele não estava mais lá. Fiquei o caminho inteiro pensando no que ele iria fazer.
Chegando finalmente ao salão de festa, onde tudo estava arrumado, de um jeito bem estranho. Já que Martin era um idiota solitário, quase ninguém estava no salão. Haviam muitas cadeiras vazias, grande parte ocupada por guardas, o que me deixou mais nervosa. Se Joe tentasse alguma coisa, ele seria rapidamente detido. Haviam algumas pessoas que provavelmente eram do reino dele e vieram presenciar o rei idiota conquistando outro castelo. Um guarda levou minha mãe até uma cadeira e a deixou lá sentada. O outro guarda ainda segurando meu braço forte foi me levando até o altar. Aquele era provavelmente o pior casamento que já existiu na terra. Não havia música. O noivo sorria nada amigável em cima do palco e me olhava como se eu fosse um petisco. Eu não consegui olhar nos olhos dele. Somente abaixei a cabeça e fui caminhando, ou melhor, sendo arrastada até chegar no altar enquanto meu olho lacrimejava.
Demi: Pra falar a verdade, já tinha perdido as esperanças... E eu não sou uma princesa indefesa tá? Me virei muito bem até agora.
Joe: Ah é? Eu posso ir embora então né? Ta tudo sob controle e você não precisa de mim mesmo... - Ele disse se desvencilhando do abraço e caminhando em direção à janela. Mas eu puxei o braço dele e o abracei novamente sorrindo.
Demi: Idiota.
Ficamos um pouco em silêncio somente ouvindo as respirações um do outro e eu ouvia o coração dele batendo já que minha cabeça ainda estava encostada em seu peito. Então ele segurou minha cabeça com as duas mãos fazendo com que eu me afastasse um pouco e ele pudesse me olhar nos olhos. Eu corei e ele sorriu. Então me afastei um pouco e ficamos frente a frente. Ele me analisou por inteira.
Joe: Uau!
Demi: O que?
Joe: Você... Ta linda! - Ele disse sorrindo e me olhando dos pés a cabeça. E claro que eu corei de novo.
Demi: Er... Obrigada... - Eu o olhei sorrindo.
Joe: Bom, não temos tempo... - Ele de repente quebrou o silêncio. - Você tem que voltar para o quarto antes que comecem a te procurar. É o seguinte: Você vai até lá para se casar.
Eu fiz uma careta quando ele disse isso, fazendo-o rir.
Joe: Haja normalmente, não fala pra ninguém que você me viu e que sabe que eu estou aqui, nem mesmo pra sua mãe ou pro meu pai se encontrá-lo...
Demi: Ele está bem. - Eu o interrompi e ele deu um meio sorriso aliviado.
Joe: Que bom. Agora escuta. Não se preocupa comigo, quando você puder se esconde em qualquer dos quartos com a sua mãe e não sai de lá. Você vai saber quando. - Ele piscou pra mim e me abraçou de novo. - Se tudo der certo, logo estará tudo bem. Agora vai lá.
Demi: Joe... - O repreendi. - Por favor, toma cuidado.
Ele não disse mais nada. Simplesmente me deu um beijo na testa e abriu a porta para que eu saísse. Lancei um último olhar pra ele, preocupada, e fui do corredor, direto pro meu quarto. Acabei nem indo tomar água. Chegando lá, o guarda abriu a porta pra mim.
Guarda: Que água mais demorada hein?
Eu não respondi, entrei no quarto e bati a porta na cara dele. Minha mãe estava ali, vestida e pronta para ir pro "casamento". Agora sim minha cabeça rodava e os pensamentos não paravam um segundo. Toda a alegria e a preocupação por Joe ter voltado. O medo de algo dar errado. O nervosismo pela hora do casamento estar chegando. Minha mãe notou o quanto eu estava estranha, mas ela deve ter achado que era só por estar me casando com um maníaco.
Quando a hora chegou bateram na porta dois guardas e quase arrastaram eu e minha mãe pra fora do quarto. Foram nos guiando pelo corredor, quando passamos, olhei pro quarto onde antes eu estava com o Joe, a porta estava aberta e ele não estava mais lá. Fiquei o caminho inteiro pensando no que ele iria fazer.
Chegando finalmente ao salão de festa, onde tudo estava arrumado, de um jeito bem estranho. Já que Martin era um idiota solitário, quase ninguém estava no salão. Haviam muitas cadeiras vazias, grande parte ocupada por guardas, o que me deixou mais nervosa. Se Joe tentasse alguma coisa, ele seria rapidamente detido. Haviam algumas pessoas que provavelmente eram do reino dele e vieram presenciar o rei idiota conquistando outro castelo. Um guarda levou minha mãe até uma cadeira e a deixou lá sentada. O outro guarda ainda segurando meu braço forte foi me levando até o altar. Aquele era provavelmente o pior casamento que já existiu na terra. Não havia música. O noivo sorria nada amigável em cima do palco e me olhava como se eu fosse um petisco. Eu não consegui olhar nos olhos dele. Somente abaixei a cabeça e fui caminhando, ou melhor, sendo arrastada até chegar no altar enquanto meu olho lacrimejava.
Not Like the Movies - 18º Capítulo [Dedicado à Rebecca Gomes]
Voltar àquele castelo estava sendo um pesadelo completo. A única coisa que me animou foi estar com a minha mãe e ter a certeza de que ela está bem. Logo depois da conversa na sala de armas, alguns guardas me conduziram até o meu quarto, que continuava igual, o único cômodo do castelo inteiro onde parecia que ninguém tinha entrado. Eu exigi que minha mãe dormisse comigo depois de saber que colocaram ela para dormir em um colchão velho dentro da dispensa. Coloquei ela acomodada na minha cama e fiquei caminhando de um lado pro outro enquanto ela cochilava profundamente. Agora eu vou me casar com um assassino, imbecil e nojento. Acho que não tem como ficar pior.
O quarto inteiro estava rodeado de guardas. Mas mesmo que eu quisesse tentar sair, eu não iria. Não deixaram o Tio Kevin ficar conosco, e eu nunca o deixaria pra trás, ainda mais porque o filho dele salvou a minha vida. Esse pensamento me direcionou ao Joe e ao que ele estaria fazendo nesse momento. Provavelmente estava com a namorada na cidade, sorrindo e sem preocupações. Eu gostaria muito de poder vê-lo pelo menos mais uma vez. Eu estava presa aos meus pensamentos quando bateram na porta do quarto. Um guarda entrou.
Guarda: A senhorita precisa ir experimentar o vestido de noiva. - Ele falou debochando. Parecia que todos os guardas daquele castelo estavam adorando me ver como prisioneira. Talvez porque eu dei trabalho pra eles no último mês e agora eles me tinham.
Demi: Diga que eu já vou.
Guarda: Você ainda não entendeu né princesa? - Ele perguntou com um sorriso nada amigável no rosto. - Você não impõe mais ordens aqui. Vamos. Agora!
Ele veio em minha direção e segurou um dos meus braços com força me machucando. Foi me arrastando pelas escadas e entrou em uma das primeiras portas do corredor. Na sala estava uma senhora com um vestido nos braços e uma caixa de costura. Ela sorriu quando me viu.
Senhora: Essa é a noiva? Como é linda! - Ela veio em minha direção e me observou sorrindo. Eu sorri de volta mesmo que não gostasse da ideia de ser a noiva.
De repente Martin entrou na sala também.
Martin: Ela é mesmo uma gracinha, agora coloque esse vestido logo, porque o casamento foi adiado para hoje a noite.
Quando ele disse isso, minha expressão deve ter sido de pavor, ele sorriu.
Martin: Oh querida, não se espante, você vai passar uma vida inteira ao meu lado. Um dia a mais não fará tanta diferença.
Ele estava na minha frente e colocou a mão no meu queixo. Eu me afastei dando um passo pra trás rapidamente.
Demi: Você é um tirano nojento! - Eu disse o olhando com expressão de nojo e o sorriso dele sumiu do rosto.
Martin: É bom você melhorar essa educação mulherzinha, ou pode acabar sobrando pra sua querida mamãezinha e pro segurança dela. - Ele sorriu e saiu da sala. Tudo que eu queria era xingar e matar aquele cara da forma mais cruel possível. Mas fiquei parada na mesma posição com os nervos quase saindo pela boca e o olho marejado de lágrimas.
A senhora me fez colocar o vestido e deu alguns retoques. Depois de meia hora...
Senhora: Ficou linda! Você gosta? - Perguntou me virando para um espelho que tinha ali.
Eu tinha que admitir que o vestido estava lindo. Era branco, comprido até o calcanhar. Justo no busto e largo abaixo da cintura. Aquele deveria ser um momento especial e feliz da minha vida. O casamento. Mas ao contrário, olhei no espelho e comecei a chorar. A senhora envergonhada fez carinho no meu ombro como se me entendesse. Provavelmente Martin tinha a ameaçado para que estivesse fazendo isso.
Logo eu já estava no meu quarto vestida e maquiada para o infeliz casamento. Minha mãe estava sentada na cama e me observava triste.
Dianna: Eu não acredito que está estragando a sua vida por minha culpa.
Eu a olhei incrédula, fui caminhando em sua direção e me abaixei um pouco ficando frente a frente com ela.
Demi: Mãe, não fique se culpando. Ele me encontrou, e se eu não aceitasse o casamento ele não iria somente te matar... Me mataria também.
Eu a abracei forte e ela me abraçou de volta chorando. Eu enxuguei suas lágrimas.
Demi: Não sofra por mim. Eu vou te tirar daqui.
Dianna: Eu não vou deixá-la aqui Demetria, nunca.
Eu a abracei novamente e depois me levantei arrumando o vestido e colocando o sapato de salto.
Demi: Eu já volto mãe.
Eu abri a porta do meu quarto e dei de cara com um segurança que se colocou na minha frente me impedindo de passar.
Guarda: Aonde a princesa pensa que vai?
Demi: Na cozinha oras. Preciso de água, toda essa história de casamento está me deixando desidratada.
O guarda ficou um tempo confuso mas acabou cedendo.
Guarda: Se não voltar em 10 minutos, irei atrás de você. - Ele disse me ameaçando e eu concordei com a cabeça revirando os olhos. Agora não posso nem mais beber água em paz?
Fui descendo as escadas normalmente, não haviam guardas por ali, provavelmente estavam todos puxando o saco do Martin no dia do casamento dele. Fui caminhando pelo enorme corredor, teria que passar pelo salão para chegar à cozinha. Então fui andando devagar quando de repente sinto uma mão me puxando pra dentro de um dos cômodos. Antes que eu pudesse gritar por socorro, tamparam a minha boca e me puxaram fechando a porta. Eu me debati, mas um braço forte me segurava e meus gritos eram abafados pela mão que tapava a minha boca. Até que eu tomei a inteligente decisão de morder a mão.
XXX: Ouch Demetria! Indelicada como sempre...
Quando reconheci a voz me virei rapidamente e dei de cara com um Joe dolorido pela mordida. Abri um sorriso de orelha a orelha e pulei em cima dele o abraçando.
-----------------------------------//-------------------------------
Geeeeeeeeente desculpem mesmo não ter postado ante-ontem quando eu disse que postaria!! Eu acabei indo assistir XFactor e acabou meio tarde... e ontem eu não tive tempo mesmo! Mas mais tarde eu posto outro pra vocês! Já vou até deixar pronto!
Eai? O que estão achando?? Haha
Vou dizer que essa fic já ta acabando... tem no máximo mais uns 5 capítulos... :(
Enfim.... Brigada por todos os comentários :D
Amo vocês!!
Beijoss!
Guarda: A senhorita precisa ir experimentar o vestido de noiva. - Ele falou debochando. Parecia que todos os guardas daquele castelo estavam adorando me ver como prisioneira. Talvez porque eu dei trabalho pra eles no último mês e agora eles me tinham.
Demi: Diga que eu já vou.
Guarda: Você ainda não entendeu né princesa? - Ele perguntou com um sorriso nada amigável no rosto. - Você não impõe mais ordens aqui. Vamos. Agora!
Ele veio em minha direção e segurou um dos meus braços com força me machucando. Foi me arrastando pelas escadas e entrou em uma das primeiras portas do corredor. Na sala estava uma senhora com um vestido nos braços e uma caixa de costura. Ela sorriu quando me viu.
Senhora: Essa é a noiva? Como é linda! - Ela veio em minha direção e me observou sorrindo. Eu sorri de volta mesmo que não gostasse da ideia de ser a noiva.
De repente Martin entrou na sala também.
Martin: Ela é mesmo uma gracinha, agora coloque esse vestido logo, porque o casamento foi adiado para hoje a noite.
Quando ele disse isso, minha expressão deve ter sido de pavor, ele sorriu.
Martin: Oh querida, não se espante, você vai passar uma vida inteira ao meu lado. Um dia a mais não fará tanta diferença.
Ele estava na minha frente e colocou a mão no meu queixo. Eu me afastei dando um passo pra trás rapidamente.
Demi: Você é um tirano nojento! - Eu disse o olhando com expressão de nojo e o sorriso dele sumiu do rosto.
Martin: É bom você melhorar essa educação mulherzinha, ou pode acabar sobrando pra sua querida mamãezinha e pro segurança dela. - Ele sorriu e saiu da sala. Tudo que eu queria era xingar e matar aquele cara da forma mais cruel possível. Mas fiquei parada na mesma posição com os nervos quase saindo pela boca e o olho marejado de lágrimas.
A senhora me fez colocar o vestido e deu alguns retoques. Depois de meia hora...
Senhora: Ficou linda! Você gosta? - Perguntou me virando para um espelho que tinha ali.
Eu tinha que admitir que o vestido estava lindo. Era branco, comprido até o calcanhar. Justo no busto e largo abaixo da cintura. Aquele deveria ser um momento especial e feliz da minha vida. O casamento. Mas ao contrário, olhei no espelho e comecei a chorar. A senhora envergonhada fez carinho no meu ombro como se me entendesse. Provavelmente Martin tinha a ameaçado para que estivesse fazendo isso.
Logo eu já estava no meu quarto vestida e maquiada para o infeliz casamento. Minha mãe estava sentada na cama e me observava triste.
Dianna: Eu não acredito que está estragando a sua vida por minha culpa.
Eu a olhei incrédula, fui caminhando em sua direção e me abaixei um pouco ficando frente a frente com ela.
Demi: Mãe, não fique se culpando. Ele me encontrou, e se eu não aceitasse o casamento ele não iria somente te matar... Me mataria também.
Eu a abracei forte e ela me abraçou de volta chorando. Eu enxuguei suas lágrimas.
Demi: Não sofra por mim. Eu vou te tirar daqui.
Dianna: Eu não vou deixá-la aqui Demetria, nunca.
Eu a abracei novamente e depois me levantei arrumando o vestido e colocando o sapato de salto.
Demi: Eu já volto mãe.
Eu abri a porta do meu quarto e dei de cara com um segurança que se colocou na minha frente me impedindo de passar.
Guarda: Aonde a princesa pensa que vai?
Demi: Na cozinha oras. Preciso de água, toda essa história de casamento está me deixando desidratada.
O guarda ficou um tempo confuso mas acabou cedendo.
Guarda: Se não voltar em 10 minutos, irei atrás de você. - Ele disse me ameaçando e eu concordei com a cabeça revirando os olhos. Agora não posso nem mais beber água em paz?
Fui descendo as escadas normalmente, não haviam guardas por ali, provavelmente estavam todos puxando o saco do Martin no dia do casamento dele. Fui caminhando pelo enorme corredor, teria que passar pelo salão para chegar à cozinha. Então fui andando devagar quando de repente sinto uma mão me puxando pra dentro de um dos cômodos. Antes que eu pudesse gritar por socorro, tamparam a minha boca e me puxaram fechando a porta. Eu me debati, mas um braço forte me segurava e meus gritos eram abafados pela mão que tapava a minha boca. Até que eu tomei a inteligente decisão de morder a mão.
XXX: Ouch Demetria! Indelicada como sempre...
Quando reconheci a voz me virei rapidamente e dei de cara com um Joe dolorido pela mordida. Abri um sorriso de orelha a orelha e pulei em cima dele o abraçando.
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Geeeeeeeeente desculpem mesmo não ter postado ante-ontem quando eu disse que postaria!! Eu acabei indo assistir XFactor e acabou meio tarde... e ontem eu não tive tempo mesmo! Mas mais tarde eu posto outro pra vocês! Já vou até deixar pronto!
Eai? O que estão achando?? Haha
Vou dizer que essa fic já ta acabando... tem no máximo mais uns 5 capítulos... :(
Enfim.... Brigada por todos os comentários :D
Amo vocês!!
Beijoss!
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Not Like the Movies - 17º Capítulo
Assim que ele falou a primeira frase, meu nervosismo foi aumentando aos poucos. Eu o olhava com o máximo de ódio que eu tinha dentro de mim.
Martin: Não vai dizer nada princesa? - Ele perguntou sinico e sorrindo.
Eu continuei muda. Queria ver onde ele quer chegar com isso tudo.
Martin: Certo. - Ele disse já impaciente com o meu silêncio. - Não vai dirigir suas preciosas palavras à mim, então talvez dirija à outra pessoa.
Eu ainda o encarava, mas quando ele disse isso, a porta atrás de nós se abriu e entraram dois guardas segurando uma mulher pelos braços assim como fizeram comigo. Ela estava sendo praticamente arrastada por eles, parecia cansada e triste. Quando se aproximaram, percebi que se tratava da minha mãe.
Demi: Mãe! - Gritei e me soltei dos braços dos guardas que me seguravam facilmente, correndo em direção à minha mãe, que quando ouviu a minha voz, levantou a cabeça com os olhos arregalados. Antes que eu pudesse alcança-la um outro guarda me segurou e eu me debati.
Martin: Deixe. - Ele disse me surpreendendo. - Deixe que elas matem a saudade, logo acabarei com tudo isso mesmo...
Dito isso, todos os guardas se afastaram e ficaram nos rodeando, caso nós pensassemos em fugir. Eu corri e abracei minha mãe com força, saudades e desespero. Ela me abraçou com menos força e começou a massagear meus cabelos. Percebi que ela estava fraca.
Demi: Mãe, o que fizeram com a senhora? - Perguntei olhando no rosto dela e acariciando as suas bochechas. Uma lágrima escorreu pelo rosto dela que me olhava sorrindo. Mas era um sorriso triste.
Dianna: Você está viva. - Foi a única coisa que ela disse enquanto ainda me encarava. Eu a olhava confusa.
Demi: Sim mãe, e vou tirar a gente daqui. - Eu disse mais baixo só para que ela ouvisse. Ela fechou os olhos e me abraçou novamente.
Martin: Ta bem, chega desse teatro, vamos ao que interessa minha garota.
Demi: O que você quer Martin?
Martin: Olha só, que apressadinha. - Ele debochou rindo. - Criança, esse reino agora é meu, acho que você já percebeu não é? - Ele se levantou da poltrona e veio caminhando em nossa direção com dois guardas o acompanhando, um de cada lado.
Demi: O que você quer? - Eu repeti impaciente.
Martin: Eu quero muitas coisas nessa vida princesa, e uma delas está nesta sala, neste exato momento.
Demi: Deixe a minha mãe em paz. - Eu o repreendi ficando entre minha mãe e ele.
Martin: Essa senhora de idade? Não obrigado. - Ele riu novamente. - Gostaria de algo mais... Recente. - Ele estava bem próximo a mim neste instante e colocou sua mão na minha bochecha. Mas eu dei um tapa nela antes que me tocasse.
Demi: Vá direto ao ponto.
Martin: A senhorita irá se casar comigo amanhã de noite. - Ele disse como se fosse óbvio sorrindo para mim.
Demi: Você deve estar ficando louco. - Eu debochei e ri só de pensar na ideia.
Martin: Ou isso, ou... - Ele fez um sinal com as mãos e eu ouvi um gritinho atrás de mim, me virei e tinha um guarda com uma faca no pescoço da minha mãe, quase o tocando.
Demi: NÃO! - Gritei apavorada indo pra minha mãe, mas ele me segurou.
Martin: Não quer ficar órfã? Então irá se casar comigo amanhã, e será uma esposa bem obediente.
O ódio que eu sentia naquele momento não cabia no meu peito. Eu o encarava e estava pensando em dizer umas poucas e boas pra ele. Mas não tinha mais escolha. Minhas alternativas se esgotaram, não tinha mais ninguém para nos proteger.
Demi: Eu me casarei com você. - Eu disse com nojo disso. - Mas...
Martin: Mas?
Demi: Eu quero ver Kevin.
Martin: O segurança? O que você quer com aquele coitado?
Demi: Cale a sua boca e mande seus escravos o trazerem aqui. - Eu exigi impaciente.
Ele não replicou. Simplesmente fez o que eu pedi.
Esperamos um tempo e logo a porta se abriu novamente e Tio Kevin veio caminhando também acompanhado de dois seguranças. Eu respirei fundo ao ver que ele estava bem. Isso me deixava muito mais tranquilo. Quando ele me viu, veio me abraçar, e ninguém fez nada para impedir. Ele era três vezes maior do que todos os seguranças ali presentes, então nenhum deles ousou impedir.
Kevin: Minha princesinha! Você está viva! - Ele disse e seus olhos lacrimejaram. - Joe não está com você? - Ele perguntou preocupado.
Demi: Ele estava... Provavelmente está bem longe daqui a salvo agora. - Eu disse encarando o chão, triste, porém esse era o certo, ele estava livre.
Kevin não pareceu entender direito, mas não fez mais perguntas.
Martin: E agora? Era isso que queria?
Demi: Vou me casar com você... - Quando disse isso senti o olhar de espanto do tio Kevin em mim. - Mas você vai deixar esses dois, e todo o povo de Polisséia em minhas mãos. Você pode tomar meu castelo, fazer o que quiser comigo, mas não vai machucar ninguém mais, porque isso eu não irei permitir.
Martin: Que seja... - Ele disse indiferente, como se não tivesse ouvido nada do que eu falei. - Cerimônia marcada então. - Ele disse batendo as mãos e sorrindo.
Eu encarei o chão triste. Era isso, minha vida se transformaria num inferno. Mas pelo menos as pessoas que eu amo estão à salvo, e algumas bem longe daqui...
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4 comentários e eu posto outro ainda hoje, mais tarde ;)
Beijosss!
Amo vocês! <3
Martin: Não vai dizer nada princesa? - Ele perguntou sinico e sorrindo.
Eu continuei muda. Queria ver onde ele quer chegar com isso tudo.
Martin: Certo. - Ele disse já impaciente com o meu silêncio. - Não vai dirigir suas preciosas palavras à mim, então talvez dirija à outra pessoa.
Eu ainda o encarava, mas quando ele disse isso, a porta atrás de nós se abriu e entraram dois guardas segurando uma mulher pelos braços assim como fizeram comigo. Ela estava sendo praticamente arrastada por eles, parecia cansada e triste. Quando se aproximaram, percebi que se tratava da minha mãe.
Demi: Mãe! - Gritei e me soltei dos braços dos guardas que me seguravam facilmente, correndo em direção à minha mãe, que quando ouviu a minha voz, levantou a cabeça com os olhos arregalados. Antes que eu pudesse alcança-la um outro guarda me segurou e eu me debati.
Martin: Deixe. - Ele disse me surpreendendo. - Deixe que elas matem a saudade, logo acabarei com tudo isso mesmo...
Dito isso, todos os guardas se afastaram e ficaram nos rodeando, caso nós pensassemos em fugir. Eu corri e abracei minha mãe com força, saudades e desespero. Ela me abraçou com menos força e começou a massagear meus cabelos. Percebi que ela estava fraca.
Demi: Mãe, o que fizeram com a senhora? - Perguntei olhando no rosto dela e acariciando as suas bochechas. Uma lágrima escorreu pelo rosto dela que me olhava sorrindo. Mas era um sorriso triste.
Dianna: Você está viva. - Foi a única coisa que ela disse enquanto ainda me encarava. Eu a olhava confusa.
Demi: Sim mãe, e vou tirar a gente daqui. - Eu disse mais baixo só para que ela ouvisse. Ela fechou os olhos e me abraçou novamente.
Martin: Ta bem, chega desse teatro, vamos ao que interessa minha garota.
Demi: O que você quer Martin?
Martin: Olha só, que apressadinha. - Ele debochou rindo. - Criança, esse reino agora é meu, acho que você já percebeu não é? - Ele se levantou da poltrona e veio caminhando em nossa direção com dois guardas o acompanhando, um de cada lado.
Demi: O que você quer? - Eu repeti impaciente.
Martin: Eu quero muitas coisas nessa vida princesa, e uma delas está nesta sala, neste exato momento.
Demi: Deixe a minha mãe em paz. - Eu o repreendi ficando entre minha mãe e ele.
Martin: Essa senhora de idade? Não obrigado. - Ele riu novamente. - Gostaria de algo mais... Recente. - Ele estava bem próximo a mim neste instante e colocou sua mão na minha bochecha. Mas eu dei um tapa nela antes que me tocasse.
Demi: Vá direto ao ponto.
Martin: A senhorita irá se casar comigo amanhã de noite. - Ele disse como se fosse óbvio sorrindo para mim.
Demi: Você deve estar ficando louco. - Eu debochei e ri só de pensar na ideia.
Martin: Ou isso, ou... - Ele fez um sinal com as mãos e eu ouvi um gritinho atrás de mim, me virei e tinha um guarda com uma faca no pescoço da minha mãe, quase o tocando.
Demi: NÃO! - Gritei apavorada indo pra minha mãe, mas ele me segurou.
Martin: Não quer ficar órfã? Então irá se casar comigo amanhã, e será uma esposa bem obediente.
O ódio que eu sentia naquele momento não cabia no meu peito. Eu o encarava e estava pensando em dizer umas poucas e boas pra ele. Mas não tinha mais escolha. Minhas alternativas se esgotaram, não tinha mais ninguém para nos proteger.
Demi: Eu me casarei com você. - Eu disse com nojo disso. - Mas...
Martin: Mas?
Demi: Eu quero ver Kevin.
Martin: O segurança? O que você quer com aquele coitado?
Demi: Cale a sua boca e mande seus escravos o trazerem aqui. - Eu exigi impaciente.
Ele não replicou. Simplesmente fez o que eu pedi.
Esperamos um tempo e logo a porta se abriu novamente e Tio Kevin veio caminhando também acompanhado de dois seguranças. Eu respirei fundo ao ver que ele estava bem. Isso me deixava muito mais tranquilo. Quando ele me viu, veio me abraçar, e ninguém fez nada para impedir. Ele era três vezes maior do que todos os seguranças ali presentes, então nenhum deles ousou impedir.
Kevin: Minha princesinha! Você está viva! - Ele disse e seus olhos lacrimejaram. - Joe não está com você? - Ele perguntou preocupado.
Demi: Ele estava... Provavelmente está bem longe daqui a salvo agora. - Eu disse encarando o chão, triste, porém esse era o certo, ele estava livre.
Kevin não pareceu entender direito, mas não fez mais perguntas.
Martin: E agora? Era isso que queria?
Demi: Vou me casar com você... - Quando disse isso senti o olhar de espanto do tio Kevin em mim. - Mas você vai deixar esses dois, e todo o povo de Polisséia em minhas mãos. Você pode tomar meu castelo, fazer o que quiser comigo, mas não vai machucar ninguém mais, porque isso eu não irei permitir.
Martin: Que seja... - Ele disse indiferente, como se não tivesse ouvido nada do que eu falei. - Cerimônia marcada então. - Ele disse batendo as mãos e sorrindo.
Eu encarei o chão triste. Era isso, minha vida se transformaria num inferno. Mas pelo menos as pessoas que eu amo estão à salvo, e algumas bem longe daqui...
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